Uma das principais decisões da V Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, que termina neste domingo (18) em Faxinal do Céu, é a participação de representações dos adolescentes nos conselhos de municipais e estadual, passando agora a integrarem ativamente todo o processo de decisão das políticas voltadas para o atendimento infanto-juvenil. O anúncio foi feito pela presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Thelma Alves de Oliveira, ao fazer um balanço das principais medidas tomadas no encontro.

Ela definiu que a conferência foi muito positiva, pois tratou de priorizar ainda mais a atenção básica, a proteção, o tratamento e a abordagem, definindo como prioridade absoluta a política de universalização. Lembrou que por mais que se tenha investido, ?estamos sempre críticos com os resultados alcançados e a cada conquista nova, partimos para uma tarefa ainda maior em busca de melhores resultados. É uma espécie de insatisfação constante que vivemos. E é esta insatisfação que nos move a novos desafios?, disse.

O evento serviu ainda para analisar, com representantes das secretarias do Governo do Paraná, as ações que estão voltadas para a criança e o adolescente. Programas já conhecidos e outros que não foram amplamente divulgados passaram por uma ampla discussão.

Ressalta-se o repasse universalizado que a Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social já alcançou, fixando-se critérios para a distribuição dos recursos disponíveis. ?Hoje tudo é feito calculando-se o número de crianças de cada município e o vínculo delas com as famílias mais carentes, garantindo que nenhuma deixe de ser contemplada com as verbas oficiais?, destaca Thelma.

A conferência reforçou que a criança e o adolescente sejam vistos, tratados, pensados, protegidos e atendidos como prioridade absoluta. E neste caso incluem-se ações voltadas para a educação, saúde, cultura, segurança, lazer e convívios familiar e comunitário, garantindo-lhes a cidadania plena.

Protagonismo

Sobre a inclusão do segmento infanto-juvenil nos Conselhos Estadual e Municipais, Thelma definiu que este é o verdadeiro protagonismo, que ela preferiu qualificar de protagonismo ativo, já que a criança e o adolescente terão voz ativa e direta, cobrando suas demandas como verdadeiros donos do seu destino.