Um acidente envolvendo três carros, entre eles um carro de empresa, no cruzamento das ruas Alferes Poli com Engenheiro Rebouças, no Rebouças, por pouco não acabou de forma trágica no final da manhã desta sexta-feira (31). Uma Fiat Strada bateu em um Prisma, capotou e atingiu um Escort que estava estacionado. Apenas um dos motoristas ficou ferido, mas sem gravidade.

Eduardo Ferraz, de 38 anos, passageiro e marido da motorista do Prisma, eles não tiveram nem como tentar desviar. Segundo ele, o casal seguia pela Engenheiro Rebouças e, quando chegou no cruzamento com a Alferes Poli, foram atingidos pela Strada. “Só deu tempo de a minha esposa gritar: ‘meu Deus, vamos bater’ e quando vimos, já tinha acontecido”, disse. Ela teve ferimentos leves e foi encaminhada ao Hospital Cajuru.

Depois de bater no Prisma, a Strada capotou algumas vezes e só parou depois de bater na traseira de um Escort que estava estacionado. “Por pouco não me pegou entrando no carro. Eu estava no portão da empresa”, contou Márcio Antonio Andreiu, de 32 anos, dono do Escort.

A Strada parou de lado e o motorista conseguiu sair sem nenhum ferimento.  Nervoso, ele não quis conversar com as equipes de reportagem, pois o carro que dirigia era da empresa em que trabalha. A proprietária da empresa a qual o motorista é funcionário chegou ao local e, também nervosa, lhe deu uma lição de moral na frente de quem estava por perto.

Policiais do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) fizeram o registro do acidente. Os motoristas entraram em acordo e os veículos foram retirados do local por guinchos. O que ficou claro é que um dos motoristas furou o sinal vermelho.

Rotina

Segundo o dono do Escort, essa foi a segunda vez que um motorista atinge o carro dele enquanto estava estacionado. “Na primeira vez, estava parado um pouco mais a frente. Um homem passou mal ao volante e atingiu a traseira”, contou Marcio.

Apesar do estrago no carro, o homem, que trabalha em uma imobiliária logo ao lado de onde o acidente aconteceu, estava feliz. “Nasci de novo. Era para eu estar entrando no carro, imagina?”, contou. Márcio disse que foi uma colega de trabalho que o atrasou e, por isso, não estava perto do veículo na hora do acidente. “Mas vi tudo de longe. Assustador”.

Os comerciantes e algumas pessoas que moram nas proximidades do cruzamento contaram que acidente por ali é rotina. “Inclusive, a vaga onde o Escort estava é praticamente disputada ao contrário: evitamos parar ali, pois o risco é bem maior. Se existe uma vaga que sempre está livre em Curitiba, é essa”, contou uma colega de trabalho do dono do Escort.

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