A Urbanização de Curitiba (Urbs), Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) e Associação Comercial do Paraná (ACP) não entraram em acordo sobre o horário de funcionamento do comércio em Curitiba e região metropolitana. Na próxima semana, uma nova reunião irá acontecer, com mais entidades para participar do debate.

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As entidades discutem uma mudança dos horários para evitar aglomeração nas linhas de ônibus por conta do coronavírus. Atualmente, o comércio está funcionando das 10h às 17h. Já os shoppings ficam abertos do meio-dia às 20h. 

Uma das queixas da Urbs é que muitos lojistas não estão cumprindo horários alternativos estabelecidos pela ACP, sobrecarregando o sistema de transporte. O maior problema são os horários de pico: 7h às 8h e 18h às 19h. A Urbs está operando com 80% (983 de 1.229 ônibus) da frota e fará um reforço na próxima segunda-feira (8) na Linha Pinheirinho-Rui Barbosa, que apresentou maior lotação. 

A proposta da ACP foi para que o vale-transporte de lojistas seja dividido por setores e válido por tempo limitado. “O trabalhador só poderá pegar o ônibus antes do horário determinado para o comércio. Se o comércio trabalha das 10h às 17h, o vale-transporte só vale para uma hora antes e uma hora depois desse horário”, explica o presidente da ACP, Camilo Turmina.

“Se  o comércio trabalha das 10h às 17h, não é ele quem está impactando. São as atividades essenciais, que são muitas categorias, que representam uma parcela grande da sociedade. A Grande Curitiba tem 270 mil atividades entre comércio e serviços. Só de serviços são mais de 150 mil. É um número muito maior que o de lojistas”, defende o presidente da ACP.

Urbs mostra preocupação com legalidade a proposta

O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, mostra preocupação com a legalidade da proposta, que teria que passar por um decreto do prefeito Rafael Greca.

“Toda mudança proposta é válida, porém precisamos respeitar a legalidade para que não criemos mais problemas que soluções. Iremos construir uma solução conjunta para manutenção do transporte, dos comércios, serviços, com a participação dos setores, submetendo ao crivo da justiça, legalidade e principalmente as orientações de saúde para evitar a propagação do vírus”, explica Neto.

“O escalonamento de horário de funcionamento, dos horários dos trabalhadores, ajustando a oferta com a demanda e reduzindo os horários de pico só é possível com a colaboração de todos e também das pessoas”, complementa o presidente da Urbs.


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