O ex-prefeito de Piên, Gilberto Dranka, denunciado na Justiça por ser um dos mandantes do homicídio do então prefeito Loir Drêvek em 2016, anunciou a pré-candidatura à prefeitura da pequena cidade na região metropolitana de Curitiba. Ao ser preso pela Polícia Civil em 2017, Dranka tentou se esconder no forro da casa em que mora.

Dranka responde ao processo em liberdade e que, por não ter sido julgado ainda, não está impedido de se candidatar. “Eu sou acusado de um crime que não devo e vou provar na Justiça. Então, sou livre para ser candidato”, diz.

A oficialização da candidatura deve ocorrer nesta segunda-feira (14) na convenção partidária do PSL. O vice na chapa ainda não foi definido, assim como os candidatos a vereadores. Dranka deve encabeçar uma coligação de nove partidos, entre eles PRTB, Solidariedade, PTB, PDT, DEM, Pros e PP.

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O atual prefeito, João Osmar Mendes, mais conhecido como João Padeiro (PSD), anunciou sábado (12) que não vai tentar a reeleição. “Busquei conversar com várias lideranças, buscando uma parceria que viesse oportunizar o melhor para nossa cidade, não obtive êxito. Reuni minha família, e juntos decidimos que não colocarei meu nome como pré candidato a prefeito neste pleito”, escreveu no Facebook.

Relembre o homicídio

Dranka é acusado de ser um dos mandantes do assassinato do prefeito eleito de Piên, Loir Dreveck (PMDB), 52 anos, no dia 14 de dezembro de 2016. Dreveck, que ainda não havia assumido o cargo, foi atingido por um tiro na cabeça por um motociclista enquanto viajava para Santa Catarina com a família em um carro da prefeitura. Ele morreu três dias depois no hospital de Jaraguá do Sul.

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Em 31 de janeiro de 2017, Dranka foi preso pela Polícia Civil enquanto tentava se esconder no forro da sua casa. Ele é acusado de armar um complô junto com o então presidente da Câmara de Vereadores, Leonides Maahs (PR), o empresário Ovandir Pedrini, e Amilton Padilha, ambos acusados de terem participado diretamente do crime. Em 2017, a Vara Criminal de Rio Negro decidiu que Dranka deve ir a júri popular.

A motivação, segundo os investigadores, é política. Depois de eleito, Dreveck teria desagradado o grupo que o apoiou na campanha ao anunciar que iria cortar cargos comissionados, substituindo-os por funcionários de carreira da prefeitura. Os acusados temiam perder também eventuais contratos com a prefeitura, segundo os investigadores.