A Justiça condenou, anteontem, Adriano Martins Ribeiro dos Santos, 22 anos, a 54 anos, seis meses e 15 dias de prisão, pela participação na chacina do Barreirinha, na madrugada de 29 de janeiro de 2010, quando seis pessoas foram assassinadas. Segundo informações do Tribunal do Júri, os jurados foram favoráveis à denúncia do Ministério Público, que apontou envolvimento de Adriano em todas as mortes. Entre as vítimas estavam duas adolescentes, uma delas grávida de sete meses. A barbárie foi motivada por briga entre traficantes da região norte da cidade.

Quatro dias depois do crime, cinco suspeitos foram presos e Adriano estava entre eles. Ubiratan Fontoura, 46, foi considerado líder da quadrilha, que estava em guerra contra o bando de Juarez de Moraes, na disputa por “biqueiras” do Barreirinha, deixadas por um traficante preso. De acordo com a Polícia Civil, Ubiratan planejou o assassinato de Juarez, mas não o encontrou em casa, na Rua Albino Blum. Então, ele, Adriano e os outros três, executaram André Antônio de Moraes, 28, irmão de Juarez, e cinco pessoas que estavam na residência.

Liberdade

Adriano foi solto meses depois e aguardava julgamento em liberdade, porém, voltou para a cadeia no fim do ano passado, suspeito de matar Emerson Henrique Cardoso, 21, em dezembro de 2011. O rapaz foi pego pela polícia com cinco armas, que pertenciam a Adriano e a outros marginais, e foi morto como consequência, logo que deixou a prisão.