Após o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), se manifestar na segunda-feira (25) sobre a atuação dos policiais militares envolvidos no caso da da agressão à dona de uma hamburgueria na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), o advogado de defesa dos PMs pede que não se faça julgamento antecipado da ação policial. Claudio Dalledone Júnior defende que os PMs foram “atacados pela sedizente vítima”, mas concorda com a opinião do governador sobre a necessidade de investigação do caso.

Dalledone diz que os PMs utilizaram o uso progressivo da força por causa do comportamento da mulher. “A resistência dela ao algemamento e a contenção depois da ordem de prisão do policial fez com que gerassem as lesões. Isso tudo irá ser devidamente analisado pelas autoridades competentes”, explica.

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O advogado diz que não dá para admitir que “um juízo antecipado venha a inibir ações legítimas da Polícia Militar”. Dalledone menciona os chamados “pancadões”, que são encontros de pessoas nas ruas para fazer festas com música alta em local inapropriado, e diz concordar com Ratinho Júnior em alguns aspectos da declaração sobre o caso. “Comungo com a ideia e com a percepção do governador do estado de que serão apuradas as condutas [dos policiais]”.

O que disse Ratinho Júnior

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), disse em entrevista, que a atuação da Polícia Militar (PM) foi um “ponto isolado”. A ação desproporcional dos policiais, durante uma abordagem de fiscalização da pandemia na madrugada de sábado (23), repercutiu porque populares gravaram um vídeo em que a mulher, dona da hamburgueria, foi agredida no chão. Um funcionário do estabelecimento também chegou a ser arrastado pela PM na mesma ação.

“O Governo do Paraná, a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e o próprio Comando da Polícia Militar não admitem esse tipo de abordagem. Nós temos 25 mil homens e mulheres trabalhando na PM, todos bem treinados, e infelizmente um ou outro policial acaba tendo um excesso que não está dentro daquilo que é treinado que é do dia a dia”, disse o governador.

Na mesma entrevista, Ratinho Júnior admitiu que as imagens do vídeo da ação da PM demonstram que houve agressão, mas que o evento será devidamente apurado pela Sesp e pelo Comando da PM. “É um exemplo para dentro da corporação para que outros atos desse não aconteçam no Paraná”, destacou ao jornal Meio Dia Paraná, da RPC.

Entenda o caso

Na madrugada do sábado uma mulher foi agredida durante procedimentos da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu). O caso aconteceu durante uma abordagem da PM, na rua Raul Pompéia, para fiscalização e combate de aglomerações e foi filmado por pessoas presentes no local.

A confusão começou após o fechamento de uma hamburgueria da região, por conta do descumprimento de normas sanitárias estabelecidas para o controle da pandemia da covid-19 em Curitiba. Os policiais abordaram um rapaz por desacato. Ele seria entregador do estabelecimento, segundo a PM. Em um vídeo, feito pela dona da lanchonete, imagens mostram o homem sendo arrastado e jogado no chão durante a abordagem. Nesse momento, a mulher reclama com os PMs e parece ser agredida.

Veja o vídeo enviado à reportagem pelo advogado da vítima.

“Vocês passaram dos limites! Ridículos”, exclama Estephany Rodrigues, enquanto grava a cena. Porém, ao se aproximar dos policiais, a mulher tem o celular derrubado no chão. Durante a discussão, Estephany também é derrubada e começam as agressões.

Imobilizada, o vídeo mostra a mulher recebendo golpes no rosto e o joelho do policial sobre o rosto dela. Com gritos e choro, Stephany sinalizou a violência: “Ele tá quebrando minha mão”. Em outro vídeo, publicado nas redes sociais, Estephany aparece no hospital, com sangramentos no rosto.

O que diz a PM

Procurada pela reportagem no sábado, a Polícia Militar emitiu nota informando que a ação policial se deu na Rua Raul Pompeia (que é conhecido pelas grandes aglomerações, consumo de drogas e perturbação), devido às inúmeras denúncias e chamados por perturbação do sossego e da tranquilidade feitos por moradores daquela rua há algum tempo. “Muitas destas reclamações, inclusive, foram veiculadas pela imprensa nas últimas semanas. A Operação de sexta-feira (22) para sábado resultou em 14 encaminhamentos, veículos irregulares recolhidos, dispersão de dezenas de pessoas, multas a estabelecimentos e veículos irregulares e, principalmente, mais tranquilidade à população de bem que reside naquele região”, diz o texto da PM.

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Ainda segundo a nota, a PM vai apurar as circunstâncias do fato “isolado” citado na reportagem. “No entanto vale ressaltar que, conforme consta em boletim de ocorrência, o policial militar foi  agredido e, por isso, precisou usar de força gradativa para conter a mulher, que, inclusive, tentou impedir o encaminhamento de outra pessoa durante a ação policial”, diz a PM.

De acordo com a PM, as ações de fiscalização devem continuar. E a polícia pede “a quem sentiu-se ofendido pela ação policial para que procure a Corregedoria da Polícia Militar, canal oficial para registro de informações envolvendo policiais militares, para formalizar o relato e levar o que tenha de informações para a apuração do fato. Caso a pessoa prefira, pode se dirigir a qualquer quartel da Polícia Militar para isso”, finaliza a nota.

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