Dois policiais militares que participaram da ação policial ocorrida no Bairro Alto, no último sábado (24), e que terminou em confusão e denúncia de agressão policial, feita pelos moradores do bairro, serão afastados de suas funções. A informação foi dada pela assessoria de imprensa da Polícia Militar, na tarde desta quinta-feira (29).

O caso chamou a atenção do governador Beto Richa, que divulgou nota exigindo agilidade e rigor na apuração de todas as denúncias de excessos cometidos por policiais militares ou civis.

“Quando comprovado que houve abuso, a punição deve ser exemplar. Nossos policiais recebem treinamento adequado e devem tratar os cidadãos com respeito”, afirmou o governador.

Na tarde de ontem (28), a advogada Andréia Cândida Vítor, que afirma ter sofrido racismo, além de agressões físicas e verbais, durante a abordagem dos policiais, formalizou a denúncia no Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.

O procurador de Justiça e Coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, afirmou, com base nos vídeos divulgados pela vítima, que não há dúvidas que houve excesso dos policiais, que pertencem à 3.ª Companhia do 20.º Batalhão.

O corregedor-geral da Polícia Militar, coronel Marcos César Vinícius Kogut, também admitiu que houve abuso por parte dos policiais. Após ver parte das imagens divulgadas, ele declarou que também houve excesso da população, e ressaltou que a ação policial será apurada com rigor.