O agente de cadeia Jeferson Luiz Graff Melinnger foi preso, suspeito de receber R$ 20 mil para facilitar a fuga dos presos na delegacia central de Colombo. O motim aconteceu no domingo (11) e terminou com a morte de Eliel Schimerski Santos, também agente de cadeia. De acordo com o delegado Erineu Portes, a denúncia partiu de dentro da carceragem. “Assim que os ânimos começaram a se acalmar, os presos contaram o que havia acontecido e surgiu a informação que ele teria recebido dinheiro de fora para colaborar com a fuga”, disse o delegado. Até nesta segunda-feira (12), a Justiça não tinha arbitrado fiança para o agente.

O delegado indiciou o suspeito por corrupção ativa e facilitação de fuga. “Apesar disso, as investigações começam agora para descobrir se houve acordo entre os presos para prejudicar o agente. Vamos investigar esse caso com muito cuidado”, explicou Erineu. Aos policiais, Jeferson negou que teria recebido qualquer valor. “A única coisa que ele faz é negar, mas indícios e depoimentos de todos os presos vão contra o que ele diz”, declarou Portes.

Afastado

A Secretaria Estadual da Justiça (Seju) confirmou a prisão e informou que desde domingo, quando o boato surgiu na delegacia, o agente foi preso e foi colocado à disposição da Polícia Civil. Jeferson fica detido e, com os dez presos que estariam envolvidos na rebelião, será investigado. A Seju afastou o agente, mas informou que só pode agir em definitivo quando a Justiça se pronunciar. A secretaria diz ter caráter de urgência para apurar a denúncia e, se for confirmada a culpa, além de preso, vai perder o cargo que ocupa. Jeferson entrou na função de agente de cadeia em março, por Processo Seletivo Simplificado (PSS). Desde então, trabalhava na delegacia e era um dos responsáveis pelos presos.

Pinhais

O agente carcerário que morreu na fuga do fim de semana já havia passado pelo motim na delegacia de Pinhais, em 22 de setembro de 2012 e foi ferido por um tiro, que ricocheteou e o atingiu na barriga. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Civil, Eliel abriu a porta da cela para retirar as sobras da comida dos presos, quando um dos detentos o puxou para mantê-lo refém. Um investigador que estava de plantão fez os disparos e um dos tiros atingiu o agente.