Moradores do bairro Santa Felicidade, em Curitiba, e Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, reclamam que a água fornecida pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está com sabor e cheiro ruins. As reclamações começaram há 15 dias após uma paralisação de 48 horas do abastecimento de água fornecido pela Sanepar. As principais queixas são dos moradores das vilas Jardim Pinheiros e Jardim Ipê, em Santa Felicidade.

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A condição da água afetou a rotina da aposentada Maria Tereza Fernandes, 61 anos. “Tenho que comprar água mineral porque não tem condições de tomar. Até o uso a água com mau cheiro para cozinhar, mas tenho que ferver bem antes”, conta.

Devido à grande procura por água sem cheiro ou sabor, uma distribuidora de gás e bebidas aumentou as vendas de água mineral. “Os clientes comentam que a água vinda da rua está imprópria para uso. Porém, as vendas aumentaram de forma significante quando Santa Felicidade ficou 48 horas sem abastecimento de água, há duas semanas”, explica Simone Tavares, proprietária da distribuidora.

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Além de afetar o uso pessoal da população, a água imprópria também afetou o trabalho de um pet shop da região. “A água tem cheiro de esgoto. Os cachorros só não ficam com odor ruim porque o shampoo que usamos é muito bom. Mas se passar só a água parece que o animal nem foi lavado”, conta o funcionário do pet shop, Fabiano Antonio dos Santos.

O outro lado

Por meio de uma nota, a Sanepar respondeu que o odor e o sabor sentidos por alguns moradores do bairro Santa Felicidade e Araucária, na RMC, não oferecem riscos à saúde. Segundo análises da companhia, as condições da água foram afetadas pelas questões climáticas registradas no outono. A temperatura média registrada foi de 13ºC, maior que a registrada anteriormente, alterando o ciclo da água armazenada na represa do Passaúna e suas característica biológicas e físicos-químicas.

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Para eliminar esse efeito, a Sanepar adiciona carvão ativado em seu processo de tratamento. Mas alguns moradores ainda podem sentir odor e sabor em razão da troca da água nas tubulações que ocorre de maneira gradual.

A companhia frisa que o fato não tem relação com as obras executadas pela Sanepar na estação de tratamento de água Passaúna realizada há algumas semanas.

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