Festas clandestinas, distribuidora de bebida alcoólica e até quadra de tênis aberta. Assim foi o sábado (27), em Curitiba, com multas para quem segue desobedecendo normas sanitárias previstas em decreto que deixa Curitiba em bandeira vermelha pelo menos até a Páscoa. No total, as multas chegam a R$ 140.450 somente em um único dia de fiscalização. A capital paranaense prorrogou até 4 de abril a bandeira vermelha com proibição de várias atividades na tentativa de diminuir os casos ativos e mortes pela covid-19.

De acordo com a prefeitura de Curitiba, 21 locais foram fiscalizados pela Guarda Municipal durante o período diurno, sendo que 2 estabelecimentos foram paralisados e foram lavrados autos de infração. Uma quadra de tênis no bairro Cabral levou multa de R$ 5 mil e uma concessionária de veículos também no Cabral tomou punição com o mesmo valor por restrição de atividade. Lembrando que, apensar de ser um esporte sem aglomeração, a prática de Tenis se encaixa no decreto em vigor, que prevê a proibição de “Espaços de prática de atividades esportivas individuais e coletivas, localizados em praças e demais bens públicos ou privados, estendendo-se a vedação aos clubes sociais e desportivos, condomínios e áreas residenciais”.

+Leia mais! Em um ano, Paraná registra 17,6 mil profissionais de saúde infectados por covid-19. Destes, 241 não resistiram

Já à noite, a Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu), paralisou 3 locais e aplicou 25 autos de infração. Uma distribuidora de bebidas no Xaxim foi autuado por restrição de horário (R$ 10 mil) e três autos de infração por não utilizar a máscara (3x R$ 150), um motel no Uberaba por restrição de atividade (R$ 20 mil) e uma festa clandestina no Uberaba. Nesse caso, auto de infração por promover eventos (R$ 5 mil) e 19 autos de infração por participar de eventos que geram aglomeração (19 x R$ 5 mil).

“É deprimente”

Na sexta-feira (27), uma casa de eventos no Batel, bairro nobre de Curitiba foi fechada. O local já tinha apresentado irregularidades durante a pandemia e foi a terceira vez que desrespeitou as medidas sanitárias. A casa de eventos acabou sendo interditada e o proprietário multado. Já os clientes, cerca de 20 pessoas, também receberam multas. A situação provocou revolta entre autoridades que estão diariamente nas ocorrências.

“É algo deprimente de ver as pessoas numa situação desta, de não respeitar a saúde e a vida do outro. Um papelão deste que nunca tinha visto na minha carreira”, desabafou a delegada Aline Manzatto, da Delegacia de Repressão a Crimes contra a Saúde (Decrisa), em entrevista para a RPC.