As duas ambulâncias que foram incendiadas no município de Campo Magro, região metropolitana de Curitiba (RMC), na noite de segunda-feira (27), serão substituídas em breve, de acordo com o prefeito José Pase. “Uma será adquirida com recursos da prefeitura ainda hoje, e a outra será disponibilizada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), o quanto antes”, informou o prefeito. Ele lamenta o prejuízo causado pelo incêndio, já que o dinheiro poderia ser investido em outras áreas, gerando benefícios aos moradores. “Quem paga essa conta é o povo”, diz.

Os veículos estavam estacionados no pátio da unidade de saúde que funciona 24 horas, localizado na Estrada do Cerne, no bairro Bom Pastor, mesmo assim, pacientes e funcionários disseram que nada de estranho foi visto. Eles relataram que ouviram uma explosão e quando saíram encontraram as duas ambulâncias, uma modelo Sprinter e uma Kombi, já incendiadas.

Para o prefeito, vandalismo é a única explicação para o que aconteceu. “Infelizmente temos de lidar com essas situações, o pior é que a própria população é prejudicada e as pessoas não entendem isso”, comenta.

Um dos veículos era utilizado especificamente para atendimentos em lugares de difícil acesso, no município. O incidente despertou a preocupação da população, uma vez que moradores contam que o serviço prestado na área de saúde não é de qualidade. “Sempre que uma ambulância era acionada recebíamos a informação de que não estava disponível, ou que iria demorar. O que aconteceu é resultado da revolta do povo com o péssimo serviço que temos”, desabafa Maria Madalena, que há 18 anos mora no município.

Atendimento

Com uma população de 24 mil habitantes, Campo Magro conta com dez unidades de saúde, duas ambulâncias, além de um veículo especializado em atendimento de emergências que ainda não é utilizado. Segundo o diretor do departamento de Epidemiologia, Alexandre de Mattos, algumas exigências precisam ser cumpridas para que o serviço de atendimento móvel de urgência (Samu) passe a auxiliar os moradores. “Está em fase de construção a garagem e o local onde a ambulância deverá ser lavada, uma das exigências que temos de cumprir”, explica.

Enquanto os novos veículos não chegam, 48 pacientes que dependem de tratamento em outros municípios, e eram transportados diariamente, aguardam providências. Por mês, mais de 1,4 mil pacientes utilizam as ambulâncias para a realização de exames, consultas e outros procedimentos em Curitiba, e demais localidades.