Conhecido como um dos personagens clássicos de Curitiba, o Oil Man completa 61 anos de idade nesta quarta-feira (1.º). O professor aposentado Nelson Rebello, biólogo de formação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), conta que a data é um momento de reflexão sobre a vida e revela que este mês de dezembro, com quase dois anos de pandemia, é um marco para pedir a atenção dos governos para o risco de uma nova onda por conta dos casos da nova variante Ômicron e, também, um presente especial. Nem bicicleta, nem a paz mundial, o que ele deseja ganhar é uma sunga vermelha.

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“Olha, eu nunca mais encontrei uma sunga dessa cor, inteira vermelha. Eu ganhei uma, em meados de 2013, de um diretor da Federação de Fisiculturismo do Brasil, que é aqui de Curitiba, e achei muito bacana. Agora, eu procuro e não acho. Eu pediria esse presente. Estou com uma sunga azul e umas de outras cores. Faz muita falta esta vermelha. Veste muito bem”, revela o personagem marcante, que pedala pelas ruas de Curitiba apenas com uma sunga e besuntado em óleo.

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Quem fez a doação da sunga vermelha naquele ano foi o André “Pajé” Pierin, 41 anos, ex-árbitro da Federação de Fisiculturismo do Brasil (IFBB) e que já teve um blog na Tribuna sobre saúde e qualidade de vida. Pierin hoje é coordenador da pós-graduação no curso de Bodybuilding Coach [instrutor de musculação na tradução livre], no Centro Universitário Vale do Iguaçu (Uniguaçu). Na época, ele tinha uma loja de suplementos na Rua Marechal Deodoro, no Centro de Curitiba.

“Que história. Eu sempre penso nisso, mas pouca gente que sabe. Eu não imaginava que o próprio Oil Man iria relembrar. O cara é uma lenda. Eu sempre achei curioso o fato dele levar tão a sério o personagem. Ele ia lá na loja, trocava ideia comigo. E a IFBB enviava alguns materiais. A sunga foi um presente”, contou Pierin.

Para o aniversário deste ano, ainda não há certeza se o Oil Man ganhará uma nova sunga vermelha. Fica o suspense. “Sim”, sorri o ex-árbitro. Quem sabe a gente encontre uma sunga nova para ele. Vou correr atrás”, promete. 

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Qual curitibano nunca presenciou Oil Man pelas ruas da cidade? Ele chega a pedalar 20 km por dia em suas saídas de sunga pela cidade.
Qual curitibano nunca presenciou Oil Man pelas ruas da cidade? Ele chega a pedalar 20 km por dia em suas saídas de sunga pela cidade. Foto: Arquivo/Daniel Castellano.

Oil Man na pandemia

Como mostrou a Tribuna no fim de outubro, Nelson Rebello andava recolhido na pandemia. Assim como boa parte das pessoas, ele adotou o isolamento social como medida preventiva, bem como a vacinação. Acostumado a percorrer mais de 20 quilômetros diariamente pelas ruas, Oil Man vai retomando o condicionamento físico aos poucos. O personagem também se planeja financeiramente para não se perder nas contas pessoais e poder fazer o gosta sem sustos. “A vida para mim é modesta. Além do risco da covid-19, tem a manutenção das bicicletas e da casa. Tudo subiu muito. As peças de bicicleta estão muito caras. Não saio tanto por causa disso também”, explica.

Ao todo, Nelson tem oito bikes. Elas precisam estar em perfeita ordem para os passeios. “Meu personagem é complexo, exige muito preparo. Antes de sair, eu escolho com cuidado que bicicleta vou usar. São dois dias de antecedência para isso. Aí, vem a revisão e a preparação do corpo. É assim que tudo dá certo”, conta ele.

E sobre gostar ou não de celebrar o seu aniversário, Oil Man é taxativo. “Claro que a gente gosta. Mas fico apreensivo, faço uma revisão mental, um retrospecto. Estou indo para a sétima década de vida. Tem que tentar consertar o que não fizemos direito. Mas, neste ano, eu me daria os parabéns pela minha disciplina em tentar melhorar como ser humano”, brinca.

Segundo ele, o dia do Oil Man será na companhia exclusiva do cãozinho Léo, em casa. “Geralmente, fico sozinho e não convido ninguém. É muito simples aqui”, finaliza. Ah, pra quem não sabe, o Oil Man também é cantor. Relembre!

Na data especial, Oil Man passará o dia com a companhia exclusiva do cãozinho Léo, em casa.
Na data especial, Oil Man passará o dia com a companhia exclusiva do cãozinho Léo, em casa. Foto: Gerson Klaina/Tribuna do Paraná.
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