O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, disse nesta quinta-feira (16) que uma auditoria está sendo conduzida pela Secretaria de Infraestrutura para apurar por que começaram a aparecer buracos na BR-277 apenas três semanas após o fim do contrato de concessão. “Não pode em 20 dias o asfalto se deteriorar. Se a concessionária não entregou o serviço com qualidade será processada”, afirmou o governador em entrevista ao Meio Dia Paraná, da RPC.

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A concessionária responsável pelo trecho, a Ecovia informou, por meio de nota, que “tomou conhecimento das anomalias ocorridas entre o km 44 e km 48 da BR-277 (sentido Paranaguá), e salienta que são bastante incomuns nesta rodovia, visto que a empresa sempre adotou as melhores práticas para a elaboração de projetos e execução de obras”. A empresa informou ainda que “para entender melhor a situação, mobilizou uma equipe técnica para investigação das causas, bem como equipe de pavimentação para correção neste trecho”.

A Ecovia lembrou que “com o encerramento do contrato de concessão em 27 de novembro de 2021, as atividades de monitoramento, operação de balança e outros dispositivos foram encerrados, não sendo possível a partir desta data a evidencia  pela empresa de outros eventos relacionados que possam ter causado danos no pavimento, como por exemplo, o derramamento de óleo na pista flagrado recentemente por usuários, e até mesmo identificar e/ou mitigar riscos ao tráfego ou às estruturas, como danos ao pavimento”.

Também por meio de nota, o governo do Paraná informou que “o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) notificou a ex-concessionária de pedágio que administrava o trecho entre Curitiba e o Litoral, na BR-277, sobre os buracos na pista no começo de dezembro. O trabalho executado, defende, estava aquém do acordado em contrato. Nesta quinta-feira (16), o DER/PR foi informado pela empresa de que haverá correção no trecho citado nas matérias jornalísticas. Em paralelo, o DER/PR fez uma auditoria nas rodovias concedidas no antigo Anel de Integração e fará um relatório com as informações para entregar aos órgãos de controle. Será um retrato de como o governo do Estado recebeu as rodovias após 24 anos de pedágio”.

O engenheiro civil Luiz Henrique Calhau da Costa, diretor do Sindicato dos Engenheiros do Paraná e consultor em mobilidade e infraestrutura, diz que “é difícil saber o que aconteceu, mas é provável que o serviço de conservação não tenha sido realizado no período final de contrato. É comum quando se aproxima o fim do contrato as empresas entrarem numa fase de desmobilização e diminuírem os trabalhos”.

Para o engenheiro, “com essa suposta situação, somada às chuvas dos últimos dias, não é estranho que tenham aparecido problemas nos pavimentos com o surgimento de buracos”.

“Isso é fruto da ausência. O trabalho de manutenção tem que ser feito 24 horas por dia. Alertamos que isso podia acontecer. A responsabilidade é dos governos, estadual e federal”, disse o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli.

Segundo ele, a situação tende a se agravar. “Hoje temos 28 mil caminhões trafegando pelas estradas do Paraná; com o início da safra, a partir de meados de janeiro, esse número cresce em 20%”, disse. Malucelli conta que o problema não é só na BR-277.

“Há relatos dos  associados sobre demora de cerca de 3 a 4 horas nos atendimentos nas estradas em caso de acidentes, como na rodovia que liga o Oeste do Paraná a Paranaguá. Nesse trecho o fluxo vai crescer, com caminhões trazendo soja do Mato Grosso do Sul e do Paraguai com destino ao porto”.

Empresa já foi acionada para arrumar a pista

A responsabilidade pela manutenção na BR-277 é do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), vinculado ao Ministério da Infraestrutura. O Dnit informou que já foi firmado contrato com a Eco Sul Brasil Construtora Eireli, na segunda-feira (13), e emitida da ordem de serviço na quarta-feira (15). Segundo o Departamento, a empresa já foi acionada para começar a operação tapa-buracos o mais breve possível.

Será feita a manutenção e conservação, com roçadas e limpezas dos dispositivos de drenagem e da faixa de domínio, além de operação tapa-buracos e outras emergências necessárias. Já a operação de guinchos ficará a cargo do DER e o atendimento a acidentes será de responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal.

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