O Parque Barigui foi palco de uma polêmica enorme na virada de ano. Uma festa clandestina organizada no local deixou um rastro de sujeita e lixo no primeiro dia do ano. Neste sábado (4), porém, o lixo que se acumulou no local poderia ser chamado de “lixo do bem”. Seis pontos de recolhimento de lixo eletrônico funcionam neste sábado (até as 15h) em vários parques de Curitiba, inclusive o Barigui.

A ação é promovida pela prefeitura e ocorre no Parque Barigui, São Lourenço, Bacacheri, Cambuí, Tingui e no jardinete em frente ao Jardim Botânico.

Diversos eletrônicos podem ser entregues nos pontos, entre eles monitores, computadores, notebooks, aparelhos de TV, fax, de telefonia fixa e celulares. Nesta manhã, no Barigui, muita gente já havia deixado seu lixo por lá.

Os irmãos marceneiros Valmir Roberto Wasilewski, 47 anos, e Valdir Antônio Wasilewski, 44 anos, acordaram cedo para dar o exemplo. Os dois carregaram uma Montana e foram deixar para trás um microondas, um aparelho de som e uma caixa com diversas tralhas eletrônicas.

Os irmãos Valmir Robero Wasilewski e Valdi Antônio Wasilewski; Foto: Hedeson Alves / Tribuna do Paraná

“O lixo só fica estocado em casa, perdendo tempo lá, atrapalhando. Por isso, viemos trazer. O que não tem utilidade para nós, para outros têm”, disse Valmir, que deu um conselho para as pessoas que possuem eletrônicos velhos em casa. “Melhor trazer aqui do que ficar jogando em rios e terrenos baldios. Ainda bem que tem esses pontos de coleta que fazem esse serviço de reaproveitar os materiais”.

A professora Vanessa Morais, 47 anos, também foi no Barigui. “Vi uma chamada no Facebook e, na mesma hora, lembrei de coisas que a gente fica guardando em casa e não vai usar nunca mais. Achei que era hora de me desfazer delas. Já separei, deixei na porta para não esquecer de hoje e não passar batido”, contou.

Os materiais são recebidos pelas Associações do Ecocidadão (catadores e separadores de recicláveis), que ficam responsáveis pela coleta, separação e destinação correta dos materiais. Partes plásticas dos equipamentos são separadas e vendidas pelas associações. Já as tóxicas são encaminhadas a empresas especializadas para descontaminação.

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Cada parque conta com uma associação diferente. No Baruigui é a Associação de Catadores da Vila Corbélia, na Cidade Industrial. “Queremos que o pessoal aproveite para fazer a limpeza em casa e traga tudo para os pontos dos parques”, disse Dirceu da Silva, 42 anos, responsável da associação no local.

Endereços da coleta

– Parque Barigui – estacionamento próximo ao heliponto, entrada pela BR-277

– Parque Bacacheri – acesso pela Rua Dr. Eurico César de Almeida

– Parque São Lourenço – estacionamento, acesso pela Rua José Brusamolin

– Jardim Botânico de Curitiba – Jardinete Stella S. Leprevost – Rua Dr. Jorge Meyer Filho (em frente ao velódromo)

– Parque Cambuí – ao lado do estacionamento do parque, em frente à UPA Fazendinha, Rua Carlos Klemtz, ao lado do n° 1825.

– Parque Tingui – na ponte de acesso, Rua Fredolin Wolfe.

Outras coletas

Quem não conseguir levar os equipamentos neste sábado, deve ficar atento a outras ações da prefeitura. Elas ocorrem todos os meses.

Vale lembrar que, além da coleta mensal de lixo eletrônico, Curitiba tem coleta domiciliar e de recicláveis porta-a-porta; recolhimento de lixo tóxico mensal nos terminais; e, sob demanda, para entulhos e vegetais. Existem, ainda, ecopontos destinados ao recebimento de restos de construção civil.