A trágica história de Carlos Del Antônio comoveu mais do que a família, vizinhança e a cidade de Colombo. O abandono do corpo do jovem de apenas 18 anos no asfalto por 13 horas mobilizou muita gente, naquele momento de angústia forneceu suporte psicológico, comida e até um toldo para proteger a todos da chuva que emoldurou a triste cena. A ajuda final veio de uma empresa local, que bancou todos os custos do velório de verdade e do sepultamento que aconteceu às 13h desta quarta-feira (17).

“Somos uma empresa de Colombo, com toda a família nascida aqui. Sentimos que depois de tanto sofrimento e constrangimento eles mereciam ter esse suporte”, explicou Alex Mildenberger Nunes, diretor geral da Luto Araucária e Memorial Parque das Araucárias, as duas empresas que cuidaram de todo o processo.

Como o corpo ficou muito tempo ao relento o tratamento seria mais custoso. “Entramos em contato com a família e percebemos que se tratava de uma gente humilde, que não teria condições de dar um desfecho digno para essa história triste. Além disso, claramente ninguém está preparado para perder um filho com apenas 18 anos”, lamentou Nunes.

Carlos Del Antônio foi morto na noite de segunda-feira no bairro Roça Grande, em Colombo, após um assalto. O jovem teria reagido e acabou baleado na cabeça. Pela falta de estrutura do IML e uma sucessão de problemas o corpo ficou no asfalto por aproximadamente 13 horas até ser resgatado e levado para a sede do instituto.

Desculpas formais

O secretário da Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, pediu desculpas à família pelo atraso no recolhimento do corpo da vítima. Em entrevista ao Paraná TV ele disse que se compadece da dor dos familiares. “Pedimos desculpas”, afirmou. Mesquita também garantiu que novas viaturas serão adquiridas. “Vou acompanhar de perto a entrega dessas viaturas locadas”.

Após mais de 13 horas, corpo que era velado na rua é recolhido pelo IML