O título inédito do Atlético na Copa Sul-Americana, ao vencer nos pênaltis a equipe colombiana do Junior Barranquilla na noite de quarta-feira (12), deixou um rastro de lixo no entorno da Arena da Baixada, no bairro Água Verde, em Curitiba. A sujeira era tanta que atrapalhou o comércio na manhã desta quinta-feira (13). Com tantas garrafas, copos, sacos plásticos, restos de comidas e urina em suas portas, muitos comerciantes só conseguiram abrir as lojas após limparem toda a imundície.

A partida começou às 21h45 de quarta e se estendeu até 1h de quinta por causa da prorrogação e disputa de pênaltis. Mas a festa da torcida se estendeu madrugada adentro nas ruas próximas do estádio, deixando verdadeiras pilhas de lixo nas portas do comércio e residências. Além dos 40 mil torcedores que bateram o recorde de público da Arena, uma multidão acompanhou a final do lado de fora do estádio, na Praça do Atlético e nos bares em volta. Na manhã desta quinta, com o sol já a pino, a festa ainda continuava nas redondezas da Baixada.

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“Foi o caos!”

O despachante Rubens Lobato, de 56 anos, teve bastante trabalho para abrir o escritório por causa da bagunça da torcida. Além de ter de esfregar com água sanitária a fachada do estabelecimento, imunda com urina e restos de cerveja, o despachante foi avisado por vizinhos que um grupo de atleticanos chegou a subir no telhado do imóvel na comemoração do título. “Vou ter que mandar alguém subir lá para ver. Com certeza quebrou telha. Foi um caos”, relata Lobato, que por causa da decisão baixou as portas do escritório duas horas mais cedo no dia do jogo, às 16h, quando a torcida começou a se concentrar na Praça do Atlético.

Em uma loja também na Rua Brasílio Itiberê a situação era ainda mais degradante. “A sujeira sempre acontece em dias de jogo, mas dessa vez extrapolou”, reclama o proprietário do comércio, que não quis se identificar. As dezenas de garrafas e copos que ficaram em frente da loja atrasaram em quase duas horas o início do expediente. Até que os garis chegassem para recolher o lixo, era impossível abir as portas para os clientes, afirma o comerciante.

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“Isso é realmente uma situação bem delicada para nós aqui do entorno. E, lamentavelmente, o poder público parece muito conivente com isso tudo porque não tem nenhuma medida para evitar isso. E estamos falando de um estádio de porte de Copa do Mundo”, reclama o dono da loja. No Mundial de 2014, o estádio do Atlético recebeu quatro partidas da primeira fase.

Ao longo da manhã desta quinta, uma equipe de garis trabalhavam na praça e nas ruas do entorno da Arena da Baixada. Funcionários do Atlético também ajudavam na limpeza. Verdadeiras montanhas de sacos de lixo foram se empilhando na frente do estádio, conforme o trabalho da equipe de limpeza avançava. Entre as ruas que ficara sujas estão a Brasílio Itiberê, Almirante Gonçalves, Dr. Pedro Mena Barreto Monclar, Coronel Dulcídio, Avenida Getúlio Vargas e Brigadeiro Franco.

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