Seis meses depois de receber um aparelho de som em casa que podia conter explosivos e mobilizou policiais militares do Esquadrão Antibombas, em Pinhais, Mariza Esther Navochalle, 55 anos, foi assassinada com dois tiros na cabeça na noite de sábado (29).

Na época, ela conversou com a reportagem do Paraná Online e relatou que vinha sendo ameaçada por um advogado contratado para fazer o inventário de sua herança.

De acordo com informações repassadas à Polícia Militar, pessoas em um Celta e duas motos foram até a casa de Mariza, na Rua Emma Rohsertzer, no bairro Pineville, e chamaram por ela. Ao atender, a mulher foi surpreendida pelos disparos, e não resistiu aos ferimentos.

Segundo testemunhas, o filho dela ficou transtornado e chegou a agredir pessoas que estavam próximas ao local do crime. O assassinato deve ser investigado pela Delegacia de Pinhais.

Bomba

Em 29 de maio deste ano, um mini system recebido por Mariza foi detonado pelos policiais do Comando de Operações Especiais (Coe) na praça do skate, que fica em frente a casa dela. Nesse dia, a viúva contou que o advogado contratado para fazer o inventário teria usurpado parte de seus bens e estaria a perseguindo.

De acordo com ela, esse advogado estaria envolvido em um esquema de falsa maçonaria. A mulher afirmou que registrou mais de 10 boletins de ocorrência em unidades da Polícia Civil entre janeiro e maio e, para se proteger, andava com um segurança 24h.

Uma semana antes da suposta bomba, Mariza foi alvo de um atentado a tiros, quando seguia prestar queixa na Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC).

Arquivo
Uma semana antes da suposta bomba, Mariza foi alvo de um atentado a tiros.