Um menino de três anos foi atingido por um tiro na nuca em uma tentativa de homicídio contra seu padrasto, Celso Ricardo de Melo, 56 anos, que também foi baleado na perna e no abdômen. O crime aconteceu por volta das 21h de terça-feira, no bairro Itaqui de Cima, em Campo Largo. Os dois foram levados para o Hospital Nossa Senhora do Rocio. O menino, identificado como João Victor, permanece internado na UTI após ter passado por uma cirurgia para retirada do projétil. Seu quadro de saúde é estável, porém inspira cuidados. Já o padrasto está consciente, não corre risco de morte, mas continua internado no Hospital Nossa Senhora do Rocio.

De acordo com informações da delegacia de Campo Largo, dois homens em uma moto vermelha pararam em frente à residência da companheira de Celso. De acordo com o superintendente Job de Freitas, da delegacia da cidade, era o local onde a vítima provavelmente podia ser encontrada com maior facilidade, já que sua residência fica ao lado. Um dos algozes desceu armado e chamou por Celso. “Quando a vítima abriu a porta, o atirador disparou oito vezes contra o alvo”, disse Job. O pequeno João Victor, que seguiu o padrasto até a porta, foi atingido por uma bala que passou de raspão pela mão de Celso.

A Polícia Militar suspeita que a motivação do atentado tenha relação com acerto de contas relacionado ao tráfico de drogas, mas ainda não há confirmação. A Polícia Civil trabalha com a mesma linha de investigação, já que testemunhas e moradores da região afirmaram que Celso era envolvido com drogas. Ele foi ouvido no hospital e negou ligação com traficantes. Disse que os tiros aconteceram em represália a venda de um carro que, segundo ele, ficou mal resolvida. “Porém, parece que esta versão não condiz com a realidade, tendo em vista que os próprios familiares apontaram o envolvimento dele com as drogas como causa da vingança”, disse Job.

Ainda de acordo com o superintendente, a investigação também já possui o nome do suposto atirador. “Não posso dar informações completas, porque é apenas um suspeito, mas as chances de confirmarmos a autoria do crime nos próximos dias são grandes”. Job disse que os suspeitos podem ser presos a qualquer momento.

Maus tratos

No hospital, os médicos observaram que a criança baleada estava bastante machucada, levantando a suspeita de maus tratos em casa. A mãe de João Vitor, Eliana do Rocio Lopes, 37 anos, também apresentava hematomas no rosto e braços. Ela foi levada à delegacia para prestar depoimento e denunciou as agressões de Celso contra ela, mas garantiu que ele não agredia a criança. A polícia emitiu uma guia para a realização de exame de lesão corporal, além da presença de uma equipe do Instituto de Criminalística para levantar possíveis indícios de agressão na criança.

Colaborou: Carolina Pompeo