A Associação Comercial do Paraná enviou um pedido para que os comerciantes reabram as lojas a partir da próxima segunda-feira (13). A carta foi assinada pelo presidente da entidade, Camilo Turmina, dizendo que atende pedidos dos associados por conta da crise causada pelo coronavírus.

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“A Associação Comercial do Paraná, atendendo aos pedidos da maioria dos seus associados, vem a público convidar os comerciantes a retornarem às atividades a partir da próxima segunda-feira (13), como forma de amenizar os graves prejuízos acumulados pelo comércio com o período da quarentena em razão do coronavírus (Covid-19)”, diz o início do comunicado.

A proposta da ACP é para que os lojistas trabalhem com equipes reduzidas e carga horário menor, das 10h às 16h. Outra medida proposta é que as lojas tenham acesso de pessoas limitado para 50% da capacidade total. Ainda de acordo com a nota, a associação diz que cada estabelecimento deve promover a restrição de acesso, além de disponibilizar máscaras e álcool gel para funcionários.

Desde o início do mês de abril, a ACP cobra a abertura do comércio. Já o governo do Paraná insiste que o isolamento deve seguir. Não há nenhuma obrigação por enquanto para que as lojas sigam fechadas, mas sim uma recomendação. Nesta quinta-feira (9), o governador Ratinho Júnior disse que o estado pode adotar uma “quarentena mais pesada” se a população não colaborar com o isolamento social.

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“Nosso decreto não tem data definida porque não temos um prazo exato de quando a pandemia vai acabar. Não fizemos um decreto com proibição pro todos os nichos de trabalho, de mercado. Fizemos uma orientação para manter o que é essencial para o dia a dia e orientação para o que poderia fechar. O comércio de Curitiba, por exemplo, quem decidiu fechar foi a Associação Comercial. O mais importante é manter a consciência do cidadão de que evite sair de casa. O freio que fazemos em alguns setores é para não lotar as ruas, com uma preocupação especial com o transporte público”, disse.

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Já a ACP garante que não pode se omitir aos apelos dos seus associados. “Os governos federal e estadual tomaram medidas para reduzir os problemas financeiros das empresas, tais como concessão de empréstimos com juros reduzidos, prorrogação para pagamento de impostos, dentre outras medidas. Todas elas são fundamentais para este momento crítico, mas a reabertura dos estabelecimentos comerciais é necessária para não aniquilarmos por completo as micro e pequenas empresas”, diz a nota.