A terceira tentativa de votação do pacote de ajuste fiscal proposto pela prefeitura de Curitiba – o chamado pacotaço – altera o trânsito, na manhã desta segunda-feira (26), nas imediações da Ópera de Arame, no Abranches. Segundo a prefeitura, por volta das 7h40, a Rua João Gava, entre as Ruas Mateus Leme e Nilo Peçanha, já estava bloqueada.

A decisão de retirar a votação da Câmara e levá-la à Opera foi definida às pressas, em uma sessão convocada na noite de sexta-feira (23). Para evitar que mais manifestantes do que o definido acessem o novo local de votação, foi criado um esquema de isolamento ao redor do teatro.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) está responsável pela determinação dos bloqueios, bem como pela liberação dos acessos à área.

De acordo com o esquema, cerca de 100 pessoas, indicadas pelos sindicatos, devem assistir à votação do pacote de ajuste fiscal.

O restante dos manifestantes vai ficar do lado de fora, na Pedreira Paulo Leminski, próxima do local de votação. A Câmara estuda instalar um telão no local para transmitir as sessões.

Interdito proibitório

Neste domingo (25), a Justiça deferiu liminar para impedir que servidores atrapalhem a votação. “A ameaça encontra fundamento no histórico fático das últimas deliberações do projeto “Plano Recuperação Curitiba”, sendo amplamente divulgado pelos meios de comunicação que o projeto de lei é interpretado como restritivo a direitos e prejudicial a interesses de servidores e sindicatos”, justificou a juíza Michela Vechi Saviato, que autorizou o interdito proibitório.

As duas sessões realizadas anteriormente para analisar o pacotaço foram suspensas depois de tumultos. Na primeira situação, em 13 de junho, manifestantes invadiram a Câmara Municipal. Já na terça-feira (20), após nova invasão ao plenário, houve tumulto e a ação da Polícia Militar deixou feridos.