Ato dos professores das escolas estaduais do Paraná nos quatro anos do “29 de abril” promete paralisar as aulas nesta segunda-feira (29) em praticamente toda a rede, inclusive em Curitiba e região metropolitana. Segundo os organizadores, também devem se juntar aos protestos servidores públicos de outras áreas, como da Polícia Civil e agentes penitenciários.

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De acordo com o sindicato dos professores (APP-Sindicato), até a última sexta-feira (26) a estimativa era de que 80% da categoria integrasse a paralisação do dia. “Praticamente 100% das escolas vão participar da paralisação. Uma ou outra vai ter alguém que vai trabalhar, mas são poucas”, salientou Luiz Fernando Rodrigues, secretário de comunicação da APP.

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O Sindicato dos Investigadores do Paraná (Sipol) afirmou que policiais civis também foram liberados para participarem das manifestações e que, por isso, pode haver lentidão em alguns serviços oferecidos nas delegacias, como o registro de Boletins de Ocorrência. “A decisão em participar será de cada servidor, mas acredito que muitos vão devido ao grande aborrecimento da categoria”, ressaltou Roberto Ramires, presidente da entidade.

Já o sindicato que representa os agentes penitenciários (Sindarspen) estabeleceu que visitas, banho de sol e atendimentos jurídico, social, escola e trabalho dos presos estarão suspensos porque os servidores vão endossar o ato. Conforme a entidade, será garantido apenas o essencial, como alimentação, emergências médicas e cumprimento de alvarás.

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Atos

Em Curitiba, a concentração para o ato principal começa a partir das 8h30, na Praça Santos Andrade, no Centro. A organização estima que 10 mil pessoas devam participar, incluindo as 50 caravanas que virão do interior do estado.

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A partir das 9 h, a marcha segue em direção ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual. A caminhada vai passar pela Rua Marechal Deodoro e a Praça Tiradentes. Conforme a Superintendência Municipal de Trânsito (Setran), não há bloqueios programados, mas possíveis interdições serão analisadas por agentes na hora.

A mobilização desta segunda terá um duplo estímulo: recordar o “29 de abril” – como ficou conhecido o protesto da categoria que acabou com 213 manifestantes feridos nos arredores do Palácio Iguaçu e da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em 2015 – e pressionar o governo do estado quanto à reposição dos servidores públicos do estado. “Nós estamos três anos com o salário congelado, sem nem a reposição da inflação. Até agora já acumulamos 17 perdas salariais. A gente não está pedindo nem aumento, é só uma reposição do índice inflacionário”, explica o secretário da APP.

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