Após dois dias de braços cruzados, professores da rede municipal de ensino de Curitiba vão voltar às atividades. A decisão foi tomada após de um encontro com representantes da Prefeitura de Curitiba no final da manhã desta quinta-feira (16). Com isso, as aulas nas creches e escolas municipais serão retomadas nesta sexta-feira (17) e na próxima segunda-feira (20), mas na terça-feira (21) haverá nova paralisação.

A greve da categoria foi aprovada na semana passada e, a principio, seria por tempo indeterminado. Por terem sido recebidos por uma equipe da prefeitura, houve uma promessa de tentativa de acordo e uma assembleia optou por ouvir o que a Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SMRH) tem a dizer.

Durante a mesa de negociações, a SMRH prometeu dar sequência ao Plano de Carreira dos professores municipais e apresentar uma sugestão de cronograma para a contratação de novos professores. Estes são os principais pedidos da categoria.

Segundo a Prefeitura de Curitiba, 148 escolas e creches foram afetadas com a greve. As outras 243 funcionaram na manhã desta quinta-feira, no segundo dia da paralisação dos professores.

Fazendo barulho

Reunidos em frente à prefeitura de Curitiba antes de serem recebidos, os professores estavam com cartazes e camisetas com frases provocativas ao prefeito. Um abraço coletivo foi feito no entorno do prédio e o trânsito foi controlado por policiais militares, que já acompanhavam a manifestação.

Conforme o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), mil profissionais aderiram à paralisação. Entre os motivos que levaram os professores a parar está o plano de carreira, que deveria ter sido implementado em dezembro do ano passado.

A contratação de novos professores está dentro do pedido de melhores condições de trabalho. Os educadores contaram que trabalham em salas com aproximadamente 40 crianças e que muitos dos profissionais têm se desdobrado para dar conta do recado.

Pedido da SME

O pedido da Secretaria Municipal da Educação (SME) foi para que os professores voltassem às aulas. Os pedidos da classe, conforme o que foi prometido na reunião, devem ser analisados para depois serem atendidos. “A forma de se fazer depende de questões financeiras”, explicou o secretário de Administração e Recursos Humanos, Carlos Calderon.

Na assembleia feita pelos professores logo depois da reunião, a categoria decidiu voltar às atividades. Mesmo assim, as atividades vão ser paralisadas novamente na próxima terça-feira (28), quando um novo encontro está marcado com a prefeitura.

Dívida herdada

Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que, desde o início desta gestão busca meios de honrar os compromissos assumidos pela gestão anterior com os servidores, como o pagamento da última parcela do Plano de Cargos, que deveria ter sido quitada em dezembro de 2016. Na área da educação, a dívida herdada é de R$ 140 milhões.