As chuvas que caem em Curitiba desde a quinta-feira (30) deixaram expostos alguns problemas estruturais da cidade. No sábado (1), uma galeria de água pluvial rompeu, abrindo um buraco na Avenida Lothário Meissner na pista em direção ao Cristo Rei, ao lado do Jardim Botânico, um dos principais cartões postais da capital do Paraná.

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Segundo informações da prefeitura, o trânsito está bloqueado na via, e seguirá interrompido até o fim dos trabalhos de reparo da galeria e de reparação da pista. A justificativa da administração municipal é de que “o excesso de chuvas fez romper a tubulação da galeria de águas pluviais no trecho da avenida defronte ao Velódromo”.

A obra, que não tem previsão para ser concluída, só pode ser feita com o tempo seco, sem chuvas. Assim, conforme as informações, caso volte a chover ela será paralisada, adiando seu término.

Buraco se abriu na Avenida Lothário Meissner após rompimento da galeria fluvial. Foto: Divulgação/Setran
Buraco se abriu na Avenida Lothário Meissner após rompimento da galeria pluvial. Foto: Divulgação/Setran

A Setran faz o isolamento do trecho e o trânsito está sendo feito pela pista oposta, em mão dupla.

‘Buracos de chuva’

Esse não é o primeiro problema causado pelas chuvas em galerias fluviais de Curitiba. Em fevereiro, quando caíram 118 mm de água em um só dia, as galerias pluviais da Rua Westphalen, na esquina com a Avenida Visconde de Guarapuava, no Centro de Curitiba, e da Rua Eduardo Sprada, na CIC, também se romperam, causando o afundamento do asfalto e abrindo buracos nas vias.

Nos dois casos, o as galerias foram consertadas e as vias liberadas para circulação. Porém, na via central, a prefeitura afirma que precisa fazer obras de macrodrenagem no Rio Belém para resolver o problema de forma definitiva.

Em outubro do ano passado, crateras no chão apareceram nos bairros Portão e Juvevê. No Portão, o problema foi na Avenida Arthur Bernardes, enquanto no Juvevê, a erosão foi na Rua Augusto Stresser.

Já em janeiro de 2018, uma cratera se abriu na Rua João Dembinski, também em decorrência do rompimento de uma galeria. A obra original levou cerca de quatro meses, mas em outubro a estrutura voltou a ceder, abrindo rachaduras no piso no local.

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