As obras da Sanepar na Barragem do Miringuava, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, previstas para serem concluídas em dezembro deste ano, tiveram prazo prorrogado até março de 2021. O anúncio dos investimentos no Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC), formado pelas barragens Iraí, Passaúna, Piraquara I e Piraquara II, foi feito pela companhia em junho e o projeto deve incrementar 38 bilhões de litros de água na reservação do sistema.

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A Sanepar não explicou o motivo da mudança no prazo. A obra promete ajudar o nível médio do sistema, que ficou bastante baixo neste ano devido à forte estiagem pela qual passou a região, gerando os constantes rodízios que foram suspensos nesta época de final de ano até o dia 3 de janeiro. O dado mais recente aponta que os reservatórios estão com média de 41,11%.

Capacidade de abastecimento aumentará para cerca de 650 mil habitantes Foto: Geraldo Bubniak/AEN.

Segundo a Sanepar, com investimentos de R$ 160 milhões, a capacidade de produção de água do Miringuava passará dos atuais 1.000 litros/segundo para 2.000 litros/segundo, abastecendo cerca de 650 mil habitantes. A obra prevê o maciço de terra, com 29 metros de altura máxima e 309 metros de comprimento de crista, e as estruturas auxiliares necessárias para a operação e diques norte e sul. A barragem leva o mesmo nome do rio local e causará um impacto na região.

Atualmente, estão sendo executados aterro de solo, filtros, drenos e enrocamento de pedra. No maciço principal da barragem está sendo executada a estrutura de concreto para a tomada d’água. A conclusão desta fase está prevista para março de 2021. 

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A segunda fase de obras, de acordo com a companhia, ainda está em licitação. Essa fase dois contempla a formação do futuro reservatório, com área alagada de 4,3 milhões de metros quadrados, e a construção de 7,6 km de estradas vicinais no entorno do reservatório, garantindo acesso aos moradores locais. 

A capacidade de reservação de 38 bilhões de litros corresponde ao volume de 15.282 piscinas olímpicas. Para construir o maciço da barragem, com 309 metros de extensão, serão utilizados cerca 256 mil metros cúbicos de terra. Este volume será extraído de áreas próximas à obra e para o seu transporte serão necessárias 18.285 viagens de caminhões basculantes. O enchimento do lago deve ocorrer no primeiro semestre de 2021.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN.

Em junho deste ano, a Sanepar divulgou um vídeo para mostrar como estava o andamento da obra naquele período. Quem explicou o objetivo da obra, em junho, foi o diretor-presidente Claudio Stabile, afirmando que a barragem vem para atender à demanda no abastecimento atual e futuro, já pensando nos períodos de estiagem que vêm sendo constantes no Paraná, nos últimos anos.