Está marcado para a próxima terça-feira,19, em Curitiba, o leilão dos bens do maior traficante do Brasil. Luiz Carlos da Rocha, vulgo “cabeça branca”. Ele foi preso este ano em Mato Grosso. A organização é da Topo Leilões e os lotes à venda podem ser conferidos no site da empresa.

As oferta serão aceitas exclusivamente pela internet através do site da Topo leilões. No sítio também constam as regras de cadastro e adesão. O interessado deve se cadastra com 24 horas de antecedência da data agendada para realização do leilão.

A lista de bens é extensa e inclui desde carros e motos de luxo, bebidas, como uísques e vinhos importados de afamadas marcas, e bolsas de grife. O primeiro leilão será realizado no dia 19, com início às 10h, oportunidade em que será aceito lance igual ou superior ao valor da avaliação. Caso não haja licitante, será realizado um segundo leilão no dia 26/09, também com início às 10h, ocasião em que será aceito lance igual ou superior à 80% do valor da avaliação.

Caiu a casa

A organização criminosa de “Cabeça Branca” foi desmantelada pela Operação Spectrum da Polícia Federal. O esquema operava fortemente com tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. “Cabeça Branca”, era um dos traficantes mais procurados pela Polícia Federal e Interpol na América do Sul, que foi preso em Mato Grosso. Ele era um dos “barões das drogas” do Brasil ainda em liberdade, segundo a PF, com condenações proferidas pela Justiça Federal que somam mais de 50 anos de prisão.

Para driblar a polícia, “Cabeça Branca” fez cirurgias plásticas que modificaram seus traços faciais. Ele operava como uma estrutura empresarial, controlando desde a área de produção em regiões de selva na Bolívia, Peru e Colômbia, até a logística de transporte, distribuição e manutenção de entrepostos no Paraguai e no Brasil. Também foi apurado que Rocha era um dos principais fornecedores para facções criminosas paulistas e cariocas.

Veja bem antes de comprar

Para os interessados no amplo lote de bens do traficante, a Justiça Federal resguarda que os itens serão vendidos no estado de conservação em que se encontram, sem garantia de funcionamento ou adequação para o consumo e sem direito a troca, podendo apresentar avarias, amassados, riscos, ausência de embalagem, dos manuais e de alguns acessórios, componentes e peças.

Não há responsabilidade a ser imputada ao leiloeiro ou ao juízo quanto à origem, procedência, validade, vícios ocultos ou existência de impedimentos ou ônus sobre os bens ora em leilão.

A avaliação pelo estado dos itens é do interessado. A responsabilidade pela verificação dos lotes é do interessado. A Justiça federal e a Topo Leilões alertam que em caso de dúvida ou na impossibilidade de obter informações ou visitar os bens, os interessados não devem fazer lances, já que estes não poderão ser cancelados e também não serão aceitas reclamações ou devoluções após a arrematação.