Após alguns municípios tentarem na Justiça se livrar das medidas restritivas impostas pelo decreto do Governo do Paraná para combate ao coronavírus, o secretário da Saúde do estado, Beto Preto, pediu para que as pessoas usem o bom senso. O pedido vem antes de qualquer tentativa de impor punições a quem não seguir o que prevê a quarentena estadual.

“Dentro do decreto existe a questão pecuniária, mas antes de falar em multa e fiscalização mais rigorosa, precisamos falar de bom senso. Tínhamos números equilibrados, mas em duas semanas a curva teve uma ascendência rápida. Temos um estudo do Ipardes que mostra que ele pode dobrar no prazo de duas semanas”, explicou Beto Preto à RPC.

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Segundo ele, o Paraná pode ter 53 mil novos casos nestes próximos dias. “Não tem fórmula mágica. Apesar do investimento, das pesquisas, dos remédios, possibilidade de vacina… ainda não temos um medicamento eficaz. Precisamos do distanciamento social. No dia 30 de junho, era de 35%. Temos que mantê-lo próximo dos 55% se não a curva vai subir mais”, acrescentou.

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O secretário descartou a flexibilização das regras. “Estamos respaldados com dados técnicos e epidemiológicos. Mantemos todas as decisões com base na saúde pública, não em discussões políticas. Em nenhum momento até agora tínhamos decretado a quarenta. Agora sim, mas depois de 100 dias e com base em dados. Nos próximos dias, inclusive, mais regiões podem fazer parte das medidas”.

Apesar da teimosia de algumas cidades, Beto Preto afirmou que aproximadamente 70% dos municípios estão adotando as medidas. Quem ainda não o fez, e postergou o início, terá, também, que cumprir os 14 dias. “Precismos desses 14 dias para que as medidas segurem a propagação do vírus. Se fizermos direito, vamos recuar a curva”, afirmou. No dia 10 deste mês será feita uma primeira análise sobre os efeitos da quarentena. “Ainda não houve diminuição”, lamentou.


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