O bloqueio que impedia a entrada de caminhões no centro de distribuição de combustíveis em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), foi desfeito por volta das 22h30 de segunda-feira (11). Com isso, todo o abastecimento na capital e região metropolitana, que chegou a ficar comprometido, já está normalizado.

A interdição começou à meia-noite de segunda e fazia parte do protesto de um grupo de pessoas sem nenhuma ligação sindical. O Sindicombustíveis, que representa aproximadamente 1,4 mil postos em todo o Paraná, se posicionou contrário à manifestação. Na manhã desta terça, a entidade confirmou que o carregamento dos caminhões de abastecimento era normal, porém lento pro causa da quantidade de veículos que chegaram a ser barrados. “A entidade reforça que não há risco de desabastecimento geral, apenas alguns casos pontuais”, diz a nota enviada à imprensa pelo sindicato.

De acordo com o superintendente do centro de distribuição de combustíveis em Araucária, Carlos Roque, o grupo seria de Santa Catarina. Ele contou que o protesto acabou de forma pacífica. “O desbloqueio foi feito e abastecimento está todo normalizado. Hoje o terminal opera normalmente e ainda durante a noite todos os caminhões já foram para os seus destinos”, disse.

O protesto impedia a entrada dos caminhões de abastecimento das empresas Raízen, BR e Ipiranga. Por causa do ato, alguns postos de Curitiba chegaram a registrar falta combustíveis durante a noite de segunda.

Em um levantamento feito pela Gazeta do Povo, três postos de 20 consultados não tinham algum tipo de combustível – dois estavam sem gasolina e um estava sem álcool. Outros quatro postos relataram estar com o estoque baixo e, caso não houvesse reposição até o início da terça-feira (12), também cogitavam interromper o fornecimento.

Os estabelecimentos que relataram estar sem combustível eram nos bairros Água Verde, Pinheirinho e Bacacheri. Os postos com estoque baixo estavam no Pinheirinho, CIC, Fanny e Centro.