Foi encontrado na manhã deste domingo (2) o corpo do jovem Rudinei Soares de Moura, de 24 anos. O rapaz desapareceu depois que entrou na água de um ponto conhecido em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) como a “Prainha do Passaúna”, e se afogou. Com emoção, apesar da dor da perda, o pai do rapaz ainda teve forças para agradecer aos bombeiros pelo trabalho que fizeram na busca pelo corpo do filho.

O afogamento aconteceu por volta das 16h de sábado (1), quando Rudinei entrou no local, que fica na Rua Francisco Knopik e é uma espécie de extensão da represa do Passaúna. Os bombeiros foram acionados logo depois e fizeram buscas por algumas horas, mas como logo anoiteceu pararam e voltaram na manhã deste domingo.

Reprodução/Facebook
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O soldado Henrique contou que o corpo de Rudinei foi puxado pela água para a parte central do canal. “O local é muito complicado, com muitos troncos de árvore, uma busca muito dificultosa mesmo. Começamos a busca por volta das 8h deste domingo e o corpo só foi achado por volta das 11h30”, detalhou.

A família acompanhava angustiada a busca, mas o pai já não tinha esperanças de encontrar o filho vivo. “Desde ontem à tarde estávamos nessa angústia. Hoje vim cedinho e os bombeiros encontraram. Muito difícil pra mim, mas agradeço aos bombeiros, porque sem eles nada nós poderíamos fazer, foram eficientes e pelo menos acharam o corpo do meu filho”, disse, emocionado, João Soares.

O ato do pai do rapaz também emocionou o bombeiro que participou do resgate e retirou o corpo de Rudinei da água. “Quando saí, fui até ele para dar a notícia de que tínhamos encontrado e ele se emocionou muito, nos agradeceu. Para a gente, isso é muito comovente, uma mistura de um sentimento gratificante com tristeza”, comentou o soldado Henrique, também com lágrimas nos olhos.

Alerta importante

Os bombeiros sempre orientam a população que não entre em áreas de cavas ou até mesmo de represas, como acontece no Passaúna. Mesmo com todos os riscos e avisos, as pessoas ainda insistem numa aventura que pode ter um fim trágico. Com a aproximação do verão e os dias mais quentes, o alerta se faz importante mais uma vez.

De acordo com a capitã Rafaela, do Corpo de Bombeiros, o principal fator que torna a cava ou a represa um local proibido é simplesmente por não sabermos o que tem nela. “Geralmente, não sabemos sequer a profundidade, o que faz daquele espaço um local ainda mais perigoso. É por isso que, todos os anos, reforçamos o alerta de que é importante que as pessoas não entrem”, explicou.

Cavas são um grande perigo e os bombeiros alertam para que ninguém se arrisque. Foto: Marco Charneski
Cavas são um grande perigo e os bombeiros alertam para que ninguém se arrisque. Foto: Marco Charneski

Além da falta de noção da profundidade, a capitã dos bombeiros também reforçou que o material existente dentro das cavas pode ainda contribuir para que haja um afogamento. “Os próprios galhos e a vegetação podem acabar prendendo a pessoa, por exemplo”.

O que fazer?

Apesar dos vários casos e dos incansáveis alertas, os próprios bombeiros sabem que se tornou impossível impedir que as pessoas entrem nessas águas perigosas. Por isso, a capitã explicou que, em caso de afogamento, é importante que, antes de tudo, o Corpo de Bombeiros seja acionado pelo número 193. “Jamais tente entrar e ajudar a pessoa, porque você também pode acabar se afogando. O que nós indicamos é que tente jogar alguma coisa onde ela consiga se segurar ou, ainda, boiar até que o socorro chegue”, finalizou.

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