Briga de casal terminou com uma casa totalmente destruída por incêndio, na tarde desta terça-feira (12), em Pinhais. A mulher, identificada como Carina, teria ido até a casa do ex-marido e tentado agredi-lo. Enquanto ele buscava ajuda com vizinhos, ela colocou fogo em um colchão. Rapidamente, o fogo se alastrou e consumiu a residência. Ao tentar controlar as chamas, o homem sofreu queimaduras de segundo grau e foi levado ao Hospital Evangélico.

Eram por volta das 12h, quando uma vizinha viu o incêndio na casa, na Rua Rogério Gomes, bairro Alto Tarumã. Ela chamou os bombeiros, que mobilizaram quatro viaturas para apagar o fogo. Antes mesmo da chegada dos soldados, a vizinhança tentou ajudar José Carlos, 32 anos, a conter as chamas. Com uma coberta, ele tentou salvar os pertences, mas acabou se ferindo. “Ele queimou os braços e as pernas”, contou Luiz Carlos, irmão dele.

A cachorra de José, “Tchutchuca”, estava em meio aos destroços na tarde de ontem e aparentava estar desolada com a tragédia. “Não deu para salvar nada”, lamentou Luiz. Ele relatou que logo que a ex-mulher tentou agredi-lo, José saiu de casa para evitar que a situação se agravasse, dizendo que ia procurar a polícia. Enquanto isso, Carina teria colocado fogo em um colchão. “Ela saiu dando risada”, afirmou.

Ameaça

Depois de oito anos juntos, o relacionamento do casal, que tem um filho, de 2 anos, terminou de forma conturbada. “Ela já tinha dito que alguma coisa ia acontecer”, contou Luiz. Há cerca de um mês, segundo ele, Carina teria agredido José, mas chamou a polícia, dizendo que ele tinha batido nela. “Ele foi preso e teve que pagar fiança”. Quem puder ajudar de alguma maneira José a reconstruir sua casa pode entrar em contato com o irmão dele, pelo telefone 9982-7338.

O delegado Geraldo Celezinski, da delegacia de Pinhais, disse que não foi informado sobre o incêndio no Alto Tarumã. Mas, segundo ele, caso seja registrado boletim de ocorrência, a mulher pode ser presa e autuada por incêndio criminoso. Se condenada, pode pegar de três a seis anos de cadeia.

 

Paraná Online no Google Plus

Paraná Online no Facebook