Com nome e personalidade de artista, natural de São Paulo, mas radicada em Curitiba, ela faz sucesso nas redes sociais e também por onde passa com suas quatro patas. Patas? Não é um cachorro ou um gato, como você pode ter imaginado. Estamos falando de uma cabra que virou animal de estimação de um casal residente no bairro Hugo Lange, em Curitiba. O nome dela é Tarsila, uma homenagem à pintora e desenhista brasileira, uma das principais figuras da primeira fase do movimento modernista e que produziu obras como Carnaval em Madureira (1924) e Abaporu (1928).

Ter uma cabra como animal de estimação é um costume antigo em alguns povos e, junto com as ovelhas, teve seu processo de domesticação iniciado cerca de 10 mil anos atrás no Oriente Médio. No entanto, isso foi se modificando com o passar do tempo, bem como com o crescimento das cidades. Naturalmente, em alguns pontos mais secos como o sertão nordestino, o bode e a cabra são vistos diariamente nas ruas.

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Com um ano e quatro meses de idade, pesando 20 quilos e com uma disposição de um filhote, a cabra tem vida de princesa na casa da designer Letícia Cavassim e do empresário Rafael Coutinho. Alfafa à vontade, jardim de inverno, petiscos (bala de banana) e, de vez em quando, a cama dos donos para se esquentar do frio curitibano. Estas são algumas das regalias de uma donzela que abana o pequeno rabo preto, conquistando qualquer pessoa com sua animação.

O processo da adoção da Tarsila veio durante a pandemia da covid-19, mas já estava na cabeça da Letícia, de 32 anos. Ela foi com o marido e a sogra para São Paulo para conhecer a mini cabra e foi amor à primeira vista.

“Eu sou a doida do casal e botei na minha cabeça que precisava ter uma cabra como animal de estimação. Fiquei falando com meu esposo por um bom tempo e comecei a procurar pela internet. Achei uma criadora em São Paulo e fomos conhecer. A Tarsila foi rejeitada pela mãe e, desde cedo, mamou direto na mamadeira. Lembro que nesse dia ela berrava quando eu saia de perto. Foi quase um instinto materno mesmo”, relatou a designer que quando solteira teve vários animais de estimação.

Mudança de nome e imprevistos

A viagem para Curitiba foi tranquila e sem transtornos. No entanto, esse período de quatro horas de deslocamento, fez os tutores mudarem o nome da cabra que estava com apenas dois meses de vida. Antes chamada de Belinha, a homenagem a Tarsila do Amaral ganhou força e o casal decidiu sacramentar esse desejo.

Já com a cabra em casa, Leticia e Rafael foram percebendo algumas características dos caprinos. Extremamente curiosas, inteligentes, coordenadas para se equilibrar nos lugares mais precários. São animais de pastoreio, ou seja, adoram estar juntos em vários momentos do dia. Na sala de televisão, a Tarsila fica literalmente grudada nos donos e não perde o olhar. Na hora de dormir, ela fica recolhida em um pequeno espaço fora do quarto do casal com potes de água e ração para caprinos.

“Quando ela acorda, dá cabeçadas na parede. Abrimos a porta do quarto e ela sai. Ela não berra mesmo sozinha em casa, fica no sofá conosco. A vizinhança adora e só para ter uma ideia, a primeira palavra de uma criança do vizinho foi Tatá, antes mesmo de papai e mamãe. O neném apontava para o nosso muro”, relatou Rafael.

Como qualquer animal em crescimento, a Tarsila aprontou. Comeu a fiação em alguns pontos da casa, raspou o chifre em paredes, quebrou vasos e costuma pular em cima da mesa. Na entrevista com a Tribuna do Paraná, a cabra ficou aproximadamente 30 minutos em total socialização. Comeu pedacinhos de papel e brincou com os visitantes.

Coisas de cabra!

Ter um animal de estimação desse porte é preciso cuidados. Não deixar embalagens de plástico dando “sopa” ou mesmo ter algum tipo de planta que pode fazer mal ao caprino. Além disso, existe a chance de a cabra fugir e procurar um telhado para ficar observando a movimentação lá do alto.

“O veterinário alertou que a cabra pode subir no telhado, árvore e mesmo fugindo para o vizinho. Um dia ela sumiu e gritava pelo nome e só escutava o Mé, Mé. Fui em todos os lugares e pensei no telhado, mas não estava. Estava no vizinho recolhida no meio das plantas”, lembra Letícia.

Uma das vantagens de se ter uma cabra em casa é a questão da limpeza e custo. Um caprino come grama e isso facilita na hora do corte. Além disso, um fardo de alfafa de aproximadamente 20 quilos custa em média R$ 58 e dura quase de dois a três meses.

Já o banho é realizado a cada três meses, oportunidade para realizar o casqueamento da unha e da sola. “O custo é menor comparado a um cachorro, fora a questão de doenças que são mais comuns em gatos ou cachorros. A expectativa de vida da Tarsila é de 20 anos e queremos no futuro ter outros em uma chácara para que ela se socialize. Ela é de rebanho e de vez em quando, a levamos em lugares para ela encontrar animais da mesma espécie”, comentou Rafael. Vale reforçar que as fezes da cabra são pequenas bolinhas que podem ser utilizadas com adubo.

Outra situação que chama a atenção é quanto a previsão do tempo. Em dias mais úmidos, Tarsila costuma indicar que vai chover em Curitiba. “Eu percebo mudanças de comportamento quando vai chover. Ela fica mais na cadeira e mais tempo dentro de casa. Quase sempre dá certo”, brinca Letícia.

Exóticos!

A cabra Tarsila entra no hall dos animais de Curitiba ao lado do ganso Guns, do carneiro Ozzy e do bezerro Bartô. Um bom sinal de vida para um período de incerteza comprovando que o amor com os bichos é verdadeiro e sem interesse.

Quer acompanhar a vida da Cabra Tarsila? Dá uma olhada no Instagram dela!

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