O concurso da Polícia Civil do Paraná (PCPR) para os cargos de delegado de polícia, investigador e papiloscopista segue sendo uma dor de cabeça para quem trabalhou na seleção. Como informado pela Tribuna do Paraná em uma matéria publicada no dia 15 de dezembro de 2021, os fiscais que atuaram na aplicação da seleção continuam sem receber os pagamentos referentes aos serviços prestados.

Segundo uma das fiscais de prova que trabalhou no dia 3 de outubro, data em que o concurso aconteceu, a promessa era de que o pagamento seria realizado até o dia 8 de dezembro. “Quando assumimos o compromisso de um trabalho, contamos com aquilo que foi negociado. Estava contando com esse dinheiro dentro do prazo estabelecido. Sem contar que investimos em transporte e alimentação para o evento e não tivemos esse retorno. Do grupo em que trabalhei, somente a equipe da coordenação alegou o recebimento”, revela a prestadora de serviço que preferiu não ter a identidade revelada.

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“Todas as vezes que nós os procuramos é a mesma coisa, respostas concretas não temos nenhuma. Eu estou há anos trabalhando em concursos e nunca tinha passado por isso. É um dia de trabalho que você nunca sabe quando vai receber, temos que contar com a boa vontade deles para se organizar”, desabafa a fiscal de prova.

Em nota, o Núcleo de Concursos da UFPR informou que “o atraso no pagamento é um fato excepcional” e causado por conta da pandemia de Covid-19 “que alterou drasticamente as condições para a realização do concurso”. Segundo o Núcleo, está sendo realizado um acordo entre o NC e a Polícia Civil para que haja um “reequilíbrio financeiro do contrato, para que as obrigações financeiras pendentes sejam cumpridas”.

Para os fiscais, a resposta informa que “não foi estabelecido um prazo para o depósito do pagamento dos colaboradores atuantes nesse projeto, todavia, ele será realizado na medida que os repasses ocorrerem”.

Confira a nota do Núcleo de Concursos da UFPR na íntegra abaixo:

O atraso no pagamento é um fato excepcional, sem precedentes na história do NC/UFPR, e causado por uma situação também excepcional: a pandemia de Covid-19, que alterou drasticamente as condições para a realização do concurso, cujo contrato foi assinado antes do início da pandemia. A necessidade de garantir distanciamento físico entre os candidatos no dia da prova exigiu ampliação substancial no número de salas e, em consequência, no número de colaboradores, que passou dos 8 mil previstos inicialmente para mais de 16 mil. Com isso, o valor referente às primeiras parcelas pagas ao NC pela contratante não foi suficiente para cobrir as despesas com colaboradores. O NC encaminhou à Polícia Civil um pedido de adiantamento do saldo a receber e, paralelamente, as partes estão negociando o reequilíbrio financeiro do contrato, para que as obrigações financeiras pendentes sejam cumpridas.

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