Um caminhão sem freio danificou duas casas no bairro Pilarzinho, em Curitiba, na tarde desta quarta-feira (12), por volta das 14h15. A carga era de areia. De acordo com quem estava no local, o motorista do caminhão percebeu que estava sem freio quando descia pela Rua Manife Tacla e tentou jogar o veículo no terreno da esquina.

O caminhão bateu no muro do terreno e, com o peso da carga, acabou “capotando” e indo parar no quintal da frente da casa do professor Fred Branco, destruindo, também, o muro que separa a casa do professor do imóvel vizinho. Alguns vidros quebraram, a areia do caminhão foi lançada para dentro das casas e a borda dos telhados das duas casas foram destruídos.

O motorista do caminhão ficou ferido e foi levado para o hospital Evangélico, em Curitiba. Ele teve ferimentos na cabeça, nos braços e nas pernas, mas estava consciente quando foi socorrido por dois mecânicos de uma oficina de veículos que fica próxima ao local. Ninguém que estava nos imóveis ficou ferido.

Segundo Fred Branco, professor e proprietário do primeiro sobrado atingido, ele assistia televisão no andar de cima quando ouviu o barulho do caminhão. “Quando eu cheguei na sacada, o caminhão estava batendo no muro. Eu me assustei e voltei a entrar em casa com medo que nos atingisse. Depois que vi que o caminhão estava no quintal e o motorista sentado na grama do outro lado da rua”, conta Branco. Moradores de ruas próximas reforçaram que o barulho causado pela colisão foi assustador e que gerou momentos de pânico e gritaria. O local do acidente fica em frente à praça do Parque Pilarzinho, onde haviam crianças do bairro brincando no parquinho.

O motorista do veículo foi socorrido por Eduardo Mendes (18) e Ricardo Davel (27), mecânicos de uma oficina próxima. “Logo que bateu, nós corremos até o caminhão e vimos que o motorista tentava sair da cabine. A gente tentou dizer para ele ficar lá, mas ele não quis. Então, abrimos a porta, que estava meio travada, e ele já saiu andando”, comenta Eduardo. O rapaz conta, ainda, que começaram a pedir por ambulância antes mesmo do veículo bater no muro. “A gente viu ele descendo em velocidade alta e já começamos a ligar”, completa.

Representantes da loja de materiais de construção, dona do caminhão, chegaram rapidamente ao local para garantir auxílio às famílias na reparação dos danos.