O motorista de um caminhão, com placas de Minas Gerais, ficou ferido ao se envolver num acidente com um ônibus do transporte público na manhã desta terça-feira (27). A colisão aconteceu no cruzamento das ruas Campo Mourão com Coronel Américo Walger, no Alto Boqueirão, e o caminhão invadiu o terreno de uma casa enquanto o ônibus parou ao bater contra uma árvore.

Testemunhas contaram que era por volta das 5h40, quando o caminhão teria invadido a preferencial. “Eu seguia pela Rua Coronel Américo Walger e o caminhão pela Rua Campo Mourão. O motorista do caminhão não parou e eu não tive nem tempo de desviar”, disse Claudinei Santana Nogueira, o motorista do ônibus.

Testemunhas contaram que era por volta das 5h40, quando o caminhão teria invadido a preferencial. “Eu seguia pela Rua Coronel Américo Walger e o caminhão pela Rua Campo Mourão. O motorista do caminhão não parou e eu não tive nem tempo de desviar”, disse Claudinei Santana Nogueira, o motorista do ônibus.

Com o impacto contra o ônibus, que faz a linha Alto Boqueirão, o homem que dirigia o caminhão perdeu o controle e atingiu o jardim da casa. “Por estar sem cinto de segurança, ele bateu a cabeça no para-brisa e teve traumatismo craniano”, contou Claudinei.

Gravemente ferido, o homem, de 45 anos, foi socorrido pelo Siate e encaminhado ao Hospital do Trabalhador (HT). No ônibus, que transportava seis passageiros no momento do acidente, apenas uma mulher, de 30, ficou ferida. “Ela estava com dores na cabeça e também nas pernas. Não era tão grave quanto o motorista do caminhão, mas nos preocupou também”.

Por pouco

Solamy, morador da casa, disse que a família foi salva por muito pouco. Foto: Gerson Klaina.
Solamy, moradora da casa, disse que a família foi salva por muito pouco. Foto: Gerson Klaina.

Solamy Barroso Cattarin Lopes, a dona da casa invadida pelo caminhão, disse que a família foi salva por muito pouco. “Meus filhos dormiam bem no quarto em que o caminhão ficou parado. Se tivesse vindo numa direção um pouco diferente, teria entrado na casa”.

Segundo a mulher, a família toda dormia no momento do acidente e a pancada foi forte. “Um barulho muito alto mesmo. Acordei achando até que o caminhão estava na sala de casa. Quando sai, vi que o motorista estava inconsciente. Ele estava acordado, mas não reagia aos nossos chamados”, contou.

Rotina perigosa

De acordo com a dona da casa invadida, os acidentes no cruzamento já se tornaram comuns. “Nem sempre é tão grave assim, mas geralmente, quando a pancada é forte desse jeito, tem morte. Numa das últimas vezes, uma criança de nove anos foi atropelada e ficou em estado grave”, disse.

A moradora contou que depois de tantos acidentes, a prefeitura até atendeu um dos pedidos dos vizinhos. “Nós nos unimos e pedimos uma lombada, que até foi instalada, mas muito antes do cruzamento, então não segura a velocidade e os acidentes continuam”.

Para ela, a solução seria transformar a Rua Campo Mourão em sentido único. “E a Rua Eduardo Pinto da Rocha faria o sentido contrário. Assim, pelo menos, não teríamos tanto fluxo de veículos em ambos os sentidos”, avaliou Solamy, que disse que os moradores vão se unir e fazer um abaixo assinado.

O que diz a prefeitura?

Em nota, a prefeitura de Curitiba informou que o cruzamento é sinalizado com placas de “PARE” e calotas. “A Superintendência de Trânsito (Setran) vai reforçar pintura da parada obrigatória no local. Cabe reforçar, ainda, que é proibido o tráfego de caminhões acima de 10 toneladas no entorno da Rua Campo Mourão, com obrigatoriedade para que esses veículos pesados circulem pela Rua Eduardo Pinto da Rocha”, informou. A prefeitura pede que denúncias sobre a desobediência a respeito da regulamentação sejam feitas pela Central 156.