Toda vez que você pega um santinho, aqueles famosos papeis com propaganda de candidatos a alguma coisa, o que você faz? No caso do santinho que vem com a foto e o número do candidato Professor Euler, do PSD, ao invés de jogar no lixo ou mesmo no chão, como alguns fazem em dia de votação, você pode plantá-lo num vaso com um pouco de terra. Se vingar, uns dias depois você teria um pé de manjericão para temperar sua comida.

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Em entrevista à Tribuna do Paraná, o candidato, que atualmente é vereador de Curitiba, disse que foi pensando no meio ambiente que buscou fugir do comum. “A ideia surgiu depois que recebi, na rua, um santinho de um candidato. Quando olhei na parte de trás do papel, vi a tiragem de quase dois milhões de cópias e me assustei. Só pensei no quanto isso poderia afetar o meio ambiente e comecei a procurar uma solução diferente para fazer a minha propaganda de um jeito menos agressivo”, explicou.

No detalhe, as sementes que são colocadas no meio do processo de fabricação do papel ecológico. Foto: Divulgação
No detalhe, as sementes que são colocadas no meio do processo de fabricação do papel ecológico. Foto: Divulgação

Euler contou que já costuma fazer menos santinhos em suas campanhas, mas que ficou realmente satisfeito ao encontrar um produtor que fazia os papeis recicláveis com as sementes dentro. “Achei a ideia perfeita, pois era justamente o que eu queria: que as pessoas não jogassem fora o papel”.

Em cada santinho, além da foto do candidato e o número para o voto, vem a explicação de como usar o papel: molhar e amassar o papel, plantar num vaso com terra e aguar todos os dias. “Ao fim, pode ser que nasça uma muda de manjericão ou cravo, o que vai fazer com que a pessoa ainda possa usar esses condimentos em casa”.

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Como o papel é reciclável, as sementes são colocadas durante a preparação da folha. “Então não é certeza de que realmente vai nascer a muda, mas só a atitude de não jogarmos o papel no meio ambiente, é suficiente pra mim no sentido de saber que fiz algo que realmente vai ser bom para todos nós”.

Segundo Euler, a forma ecológica que achou de fazer campanha está fazendo. “Pra mim, o melhor é saber que os meus poucos santinhos não vão ter o mesmo fim dos que os outros”, se referindo à quantidade de papeis que acaba sendo jogada nas ruas na véspera do dia da eleição.

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