Uma carreata reivindicando a inclusão de mães lactantes na lista prioritária para vacinação contra a covid-19 movimentou o Centro de Curitiba na tarde deste sábado (22). O movimento de mães cresceu nos últimos dias nas redes sociais com o objetivo de reforçar a necessidade do imunizante para proteger mãe e bebês.

No plano prioritário de vacinação da capital estão incluídas gestantes e puérperas (mulheres em pós-parto há no máximo 45 dias), mas não foram contempladas as demais lactantes. Considera-se lactante, toda mãe que amamenta, independentemente da idade do bebê.

+ Veja também: Acabou o crédito aí? Curitiba oferece wi-fi gratuito em 81 pontos da cidade

A carreata começou no Centro Cívico e teve como roteiro a passagem em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Prefeitura e Câmara Municipal. Midiane Brasileiro Nogueira, 31 anos, bancária e mãe do pequeno Caetano, com apenas 2 meses, acredita que a prioridade está baseada em estudos internacionais e na proteção via leite materno.

“Além dos benefícios dos anticorpos passados às crianças pelo leite materno, conforme estudos nos EUA e Israel, imunizar uma mãe é proteger toda uma rede de apoio. A família, que é a base da sociedade, sofre inteira quando a mãe de uma criança amamentada fica doente. Nós defendemos a vacina para toda a população brasileira, porém pedimos prioridade. Além de oferecermos aos nossos filhos a única proteção de anticorpos que eles podem ter neste momento”, comentou.

Aprovação pela Câmara de Vereadores e pedido de deputados

No dia 17 de maio, foi aprovada por unanimidade na sessão da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), o encaminhamento ao Executivo Municipal, sugestão de ato administrativo para inclusão das lactantes no cronograma de vacinação prioritária contra a covid-19. Além disso, deputados estaduais enviaram requerimentos pedindo a análise da possibilidade de inclusão ao governo do estado.

+ Leia mais: Reviravolta na madrugada de sábado e supermercados não podem abrir em Curitiba

Pesquisas desenvolvidas ao longo dos anos de 2020 e 2021 indicam que os anticorpos da mãe vacinada são transmitidos ao bebê através do leite materno sem riscos para o lactente, o que aumenta as chances de proteção incrementada a pelo menos duas pessoas a partir de uma única aplicação da vacina. Alguns estados já estão implementando a vacinação para este grupo, como a Bahia, que já iniciou a aplicação.