Um grupo de taxistas saiu em carreata do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, região metropolitana, até a prefeitura de Curitiba, no Centro Cívico, nesta terça-feira (27). A manifestação chegou a deixar o trânsito lento no entorno da prefeitura por volta das 11h30, mas nada mais significativo. A dispersão ocorreu por volta de meio-dia. A carreata de táxis foi um dia depois do protesto de motoristas de aplicativos em Curitiba.

O protesto foi em apoio à votação da PL 5587/16, que regulamenta o serviço de aplicativos como Uber, Cabify e 99 POP. A mobilização foi uma orientação dos representantes da categoria que se encontram em Brasília, onde os deputados federais analisam nesta tarde as alterações feitas na proposta pelos senadores.

Uma das principais mudanças que será apreciada é a que retira do município a atribuição de autorizar a atividade dos aplicativos, mantendo apenas a competência para fiscalizar o serviço. Outra emenda aprovada pelo Senado e que será discutida no plenário da Câmara é a que retira da proposta original a obrigatoriedade de que o condutor seja proprietário do veículo e do uso de placas vermelhas nos carros.

“Isso é para garantir mais segurança para a população. Tivemos até mesmo alguns motoristas de Uber agradecendo a gente porque sabem que se regulamentar vai melhorar para todos, principalmente com tanto crime violento que a gente tem visto aí”, aponta Antônio Marcos da Silva, de 54 anos, que há 22 trabalha como taxista.

Apesar disso, motoristas dos aplicativos se posicionam contra o projeto, apelidado por eles de Lei do Retrocesso. Em Curitiba, nesta segunda (26), um grupo deles se reuniu em um ato para pedir que a Câmara não deixe passar a proposta porque, segundo eles, inviabilizaria a continuidade dos serviços. Para a Uber, a questão das placas vermelhas, por exemplo, não convém porque se trata de “um processo burocrático, onde é a prefeitura quem decide se você pode ou não trabalhar”.

O Uber, inclusive, lançou uma campanha nacional com ações publicitárias nas rádios, TVs e mídias sociais afirmando que a PL 5587/16 tiraria o direito de escolha do consumidor. “Agora é a vez dos deputados federais. Eles vão ter que escolher entre ouvir você ou calar a sua voz e aprovar a Lei do Retrocesso”, anuncia a campanha.

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