A Casa Culpi, edificação histórica da região de Santa Felicidade, construída por imigrantes italianos em 1887, será um polo de capacitação profissional na área de gastronomia e de atração e potencialização turística na região. 

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O equipamento irá integrar a Escola de Turismo, anunciada recentemente pelo prefeito Rafael Greca, para o reforço à formação de profissionais e empreendedores do setor. A ação faz parte do rol de iniciativas da Prefeitura ao fortalecimento econômico e à geração de empregos para a recuperação no pós-pandemia.

O projeto de requalificação do espaço é assinado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento urbano de Curitiba (Ippuc) e as obras serão feitas com recursos próprios e a estrutura técnica do município. 

“O objetivo é que a Casa Culpi possa funcionar como um liceu de formação para serviços de gastronomia. A estrutura arquitetônica será mantida. Estamos criando uma cozinha, com instalações adequadas de energia e gás, além de prever restauro do imóvel, recuperação da rede elétrica, implantação de rede lógica e infraestrutura de acessibilidade, inclusive em banheiros”, explica o arquiteto do Ippuc Mauro Magnabosco. 

Patrimônio

De propriedade do município desde de o início da década 90, o imóvel no estilo colonial italiano localizado na Avenida Manoel Ribas, 8.450, é uma Unidade de Interesse de Preservação (UIP) cadastrada como Patrimônio Histórico Edificado da Cidade. 

A Casa Culpi foi construída por Giovanni Baptista Culpi, em 1887. Residência da família e também armazém de secos e molhados, o imóvel se tornou importante ponto de encontro da comunidade italiana no final do século 19 e início do século 20. Naquele ponto de vendas ou “negozi”, os imigrantes da Colônia de Santa Felicidade, que vendiam hortigranjeiros em Curitiba, se abasteciam com gêneros de primeira necessidade. 

A colônia, então cinturão verde da cidade maior, se desenvolveu no entorno da picada aberta pelos colonos e depois transformada em estrada carroçável para o escoamento dos produtos. Estrategicamente situada no caminho que se transformou na Estrada do Cerne, ligando a Capital ao Norte do Paraná, e que cujo o trecho urbano recebeu o nome de Avenida Manoel Ribas, a Casa Culpi também foi ponto de parada de motoristas que seguiam aquela rota.

Comprada e restaurada pelo município, nos anos 90 passou a funcionar como memorial da imigração italiana, administrado em parceria com a comunidade. Posteriormente, o imóvel foi sede do Cras Butiatuvinha, gerenciado pela Fundação de Ação Social (FAS).

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