Brasil: tropical, abençoado por Deus, bonito por natureza e – quando o assunto é incidência solar – um dos países mais privilegiados do mundo. Segundo dados do Atlas Brasileiro de Energia Solar, o país recebe, durante todo o ano, mais de 3 mil horas de brilho do sol, o que corresponde a uma incidência solar diária que pode ir de 4.500 a 6.300 Wh/m². Para fins de comparação, a Alemanha recebe aproximadamente 40% menos luz solar diária em comparação às terras tupiniquins.

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Tudo muito bom, tudo muito bem, não fossem algumas regiões do país onde – em tempos de “friaca” – aquecer a casa, secar as roupas e esquentar os pés tornam-se verdadeiros desafios. Pra quem é curitibano, os perrengues do inverno são bem conhecidos e até viraram piada. Quase como uma “bandeira” da identidade curitibana, por aqui, reclamar das baixas temperaturas ganha status de orgulho, que ostentamos diante das demais regiões do país cujos habitantes não têm o direito de dar “um pio” a respeito daquilo que julgam ser frio em suas devidas cercanias, sem que antes tenham a nossa chancela.

Pois bem, brincadeiras à parte, Curitiba de fato faz parte do seleto grupo de municípios brasileiros cuja incidência solar deixa a desejar. Principalmente no inverno. Uma matéria publicada na Gazeta do Povo, citava dados de 2013, levantados pela Embratur que mostravam que, naquele ano, na capital paranaense – de cada três dias – apenas um teve sol. Outro levantamento, assinado pela mesma agência, mostrou que a incidência solar em Curitiba assemelha-se a de capitais como Moscou e Londres, conhecidas pelo céu ranzinza e quase sempre escurecido.

Ranzinza, mas na mira do mercado imobiliário!

Dados do Secovi indicam que o mercado de locação de imóveis em Curitiba está a todo vapor, tanto para fins comerciais quanto para uso residencial. Em abril de 2022, o índice de Locação Sobre Oferta (LSO) de unidades comerciais foi de 7,5%, maior número dos últimos oito anos, conforme apurado pelo levantamento mais recente do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar).

Por isso, vale o alerta! Se você faz parte dos que buscam comprar, construir ou alugar uma casa ou apartamento em Curitiba, o fator de insolação deve ser priorizado. Sob pena de sofrer com mofo, ácaros e roupas com cheiro de cachorro molhado por um bom tempo!

Ok! E por onde começar?

Face sul, face leste… a gente ouve muito falar e até faz ideia do que esses termos significam na hora de escolher um imóvel. Só que, na prática, muita gente não faz ideia de como identificar a posição da sua casa ou apartamento em relação ao sol e, no dia a dia, isso pode fazer toda a diferença numa cidade gelada como a nossa.

Para dar dicas e ajudar quem está procurando o próximo imóvel pra morar, a Tribuna conversou com Caprice Andretta, franqueadora da Apolar Imóveis e especialista no assunto.

Face norte, face sul… qual a ideal?

De modo geral, segundo Caprice, poucos imóveis tem uma única insolação, ou seja, num mesmo imóvel, às vezes é possível encontrar incidência solar em todas as faces a depender da localização e inclinação. Na maioria das vezes, porém, o mais comum é que alguns cômodos recebam iluminação solar e outros não.

“Imóveis voltados à face norte e leste apresentam melhor insolação no inverno. Já aqueles voltados à face sul possuem incidência solar um pouco mais precária e podem ficar mais vulneráveis a problemas estruturais como umidade e mofo”, explica.

Caprice cita ainda os imóveis voltados à face oeste, que tendem a receber maior calor e luz solar a partir das 15h, quando o sol começa a baixar. “A luz solar mais intensa é aquela que acontece das primeiras horas da manhã até o início da tarde. Por isso, em Curitiba, o ideal é buscar imóveis voltados à face leste – que é por onde o sol nasce – ou norte, que recebem maior insolação e garantem melhor conforto térmico”, ressalta.

E como identificar as faces de incidência solar num imóvel?

Caprice explica que o princípio é o mesmo das aulas de geografia do primário. “Observe onde nasce o sol. Se você esticar o braço direito, automaticamente já sabe que lá será o leste (à sua direita) e consequentemente, à esquerda, o oeste.

Nem sempre porém é fácil orientar-se dentro de um imóvel. Mas hoje existem aplicativos de bússolas que indicam precisamente as direções cardeais e, na pior das hipóteses – se nem a bússola resolveu – o mais indicado é visitar o imóvel que se pretende morar no período da manhã, entre 8h e 11h, e observar os cômodos onde bate o sol. Assim é possível saber que tais cômodos estão na face leste”, orienta.

Quais cômodos deve-se priorizar quando se fala em incidência solar?

“Pra quem mora em cidades com longos períodos de frio, como Curitiba, alugar imóveis com insolação leste ou norte nos quartos e salas é o ideal, tendo em vista o conforto térmico. Já as insolações sul e oeste são mais indicadas para banheiros, lavanderias e cozinhas.

Nas regiões mais quentes, por exemplo, como no Nordeste do país, vale a regra contrária. Como lá o calor é maior e mais longo, o objetivo é garantir quartos, salas e escritórios mais fresquinhos. Por isso o ideal é dispor estes os cômodos nas faces sul ou oeste”, recomenda.

Imóveis “face norte” são mais caros?

“Tendencialmente, o mercado imobiliário valoriza imóveis com maior incidência solar. Por isso na prática existe diferença de preço a depender do imóvel. Aqui em Curitiba, esta variação pode ser de até 15% em imóveis novos. Já nos imóveis usados a avaliação é feita caso a caso”, explica.

Na minha casa/apartamento não bate sol: O que fazer?

“Felizmente, hoje, a tecnologia pode “fazer as vezes” do sol. Embora o ideal seja receber certa insolação, num imóvel no qual os raios solares sejam precários é possível contar com a ajuda de aparelhos e eletrodomésticos como aquecedores, ar-condicionado e secadora de roupas”, pondera Caprice.

Na dúvida, segundo a especialista, a recomendação é visitar o imóvel em dois turnos diferentes, no mínimo, antes da compra ou aluguel. “Desta forma, você terá a exata noção de como a iluminação incide no ambiente. Observe com atenção a posição das janelas e portas, verifique por onde acontece a entrada de sol e de onde vêm as correntes de vento. Assim você garante seu conforto e evita passar frio dentro de casa”, finaliza.

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