As audiências de instrução do caso Clemans Abujamra, morta a facadas em 29 de abril de 2013, ocorreram ontem na 2.ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba. O primeiro a ser ouvido foi o esposo da vítima, Roberto Nanamura. Depois disto, outras 11 testemunhas arroladas pela acusação foram ouvidas. Por último, ocorreu o interrogatório dos réus, Christiane Abujamra e seu filho, Arnold Vianna, irmã e sobrinho da vítima.

Os acusados foram presos quase 10 meses depois do crime. Segundo investigações da Polícia Civil na época, eles mataram Clemans para aumentar os ganhos com a herança da família, que está em questão na Justiça. Entre os diversos bens da disputa estão um apartamento na Avenida Iguaçu, no Batel, onde Clemans foi morta a facadas, e o barracão de uma empresa nas proximidades do porto de Itajaí (SC), bem mais valioso da partilha.

No dia do crime, um sábado, Christiane e o filho teriam atraído Clemans ao apartamento no Batel, onde a mataram a facadas. Segunda-feira, colocaram o corpo numa mala, chamaram um táxi e desovaram o corpo num terreno baldio da Rua Abrão Lerner, no mesmo bairro. Duas testemunhas, uma delas o taxista, ajudaram no esclarecimento do assassinato. Christiane e Arnold estão presos desde o início de fevereiro e acompanharam a audiência de ontem.

Clemans era uma empresária brasileira, de 51 anos, que morava nos Estados Unidos com o marido. Vinha sempre ao Brasil para cuidar de assuntos pessoais diversos, entre eles a partilha e também a possibilidade de adoção de uma criança.

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