Apesar da expectativa do governo do estado de que 1,5 milhão de pessoas passem pelo Litoral do Paraná durante toda a temporada, o início chuvoso do verão põe à prova a estimativa. Com previsão de uma virada de ano com muita instabilidade, o clima passa a ser de incerteza entre os comerciantes.

Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Matinhos (Acima), Helinson Pampuch, o desempenho do comércio local depende muito de dias quentes e de sol. “Tudo depende do tempo. Se estiver bom, vem resultados bons. Se o verão for chuvoso, aí o resultado é um fracasso.” De acordo com ele, em condições favoráveis, alguns setores conseguem um aumento na arrecadação de até 200%.

A temporada é o principal momento de vendas no comércio. Exemplo disso é Matinhos, cuja população passa dos 50 mil para 500 mil pessoas durante o período de Réveillon.

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Responsável por uma padaria em Caiobá, Verônica Ferraz é uma das comerciantes que torce para as nuvens irem embora logo. Mesmo com o estabelecimento registrando uma média de 400 clientes por dia — número que considera alto —, ela torce para que a chuva prometida para as praias não venha. “Que não chova, por favor. As pessoas não vêm para a praia com chuva, e isso pode acabar acabando com o nosso verão”, diz.

Já Arnaldo Veiga, atendente de uma loja de artigos para praia, é mais otimista. Mesmo com o tempo fechado, ele diz que o movimento em sua loja já é duas vezes maior se comparado com a semana passada — o que faz com que a expectativa para os próximos dias cresça. “Sabemos que a semana do Ano Novo é sempre a melhor, então deve bombar a loja. Hoje já estamos vendendo bem, esperamos ir ainda melhor até dia 31.”

Movimento já é alto

Mesmo com a previsão de chuva para a virada do ano e o temor dos comerciantes, o Litoral do Paraná já começa a sentir os efeitos da temporada. De acordo com a concessionária Ecovia, responsável pela rodovia que liga Curitiba ao Litoral do estado, cerca de 94 mil veículos devem descer a Serra do Mar em direção às praias, o que vai aumentar consideravelmente a população nessas cidades — e consequentemente no comércio.

Um dos principais termômetros do movimento são os alugueis. Para o período do Ano Novo, dos cerca de 40 imóveis disponíveis de uma imobiliária de Caiobá, apenas dois ainda não foram locados e os pretendentes se amontoam nas ligações e nas redes sociais, como conta o corretor Cleber Ricardo.

Para ele, o movimento já é maior que em anos anteriores e, pela procura, os alugueis devem seguir até o final da temporada. “Os negócios estão muito bem, acima dos anos anteriores com certeza. Vamos alugar tudo”, afirma.