Somadas, as chuvas da semana passada e dessa semana afastaram Curitiba e região metropolitana por pelo menos 30 dias de conviver com um rodízio mais severo no fornecimento de água, de 48 horas sem abastecimento e 24 horas com. Atualmente, o rodízio é de 36 horas com água e 36 horas sem. O Paraná, em especial a capital e os municípios vizinhos, enfrenta a pior estiagem da história, o que levou o governo a estender por mais seis meses o estado de emergência hídrica.

Só a chuva entre quarta-feira (18) e esta quinta-feira (19) fez a capacidade dos quatro reservatórios que abastem a região subir em 0,5%, chegando a 29,46%, de acordo com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Com isso, Curitiba e região metropolitana ganharam um alento, se distanciando da marca crítica dos 25% de capacidade dos reservatórios – se o nível cair a este índice, obrigatoriamente a Sanepar adotará o rodízio mais severo.

+ Leia mais: Empresária e sem parentes na política, Nina Singer é a primeira prefeita de São José dos Pinhais

“Sem dúvida essa chuva é um alívio, já que semana passada, no dia 11 de novembro, batemos na marca mais crítica dos reservatórios nessa estiagem, com apenas 26,7% de capacidade”, comemora o gerente de produção da Sanepar para Curitiba e região, Fábio Basso.

Basso explica que a chuva desses últimos dias foi exatamente da maneira que o sistema precisa: leve, mas contínua. “Esse tipo de chuva encharca o solo sem causar erosão, fazendo com que a água chegue aos leitos dos rios pelos lençóis freáticos”, explica o gerente da Sanepar.

Apesar da previsão de que o rodízio mais severo não deve ser adotado nos próximos 30 dias, Basso faz um alerta para que a população siga poupando água. O gerente da Sanepar elogia o índice de 20% de economia alcançado em outubro, exatamente a meta que a companhia estabeleceu para que cada pessoa reduza o consumo. Entretanto, apesar do alívio momentâneo com a chuva, o sistema está bem longe da normalidade.

+ Veja também: Casos ativos de covid-19 em Curitiba dobram em duas semanas e já somam 7 mil

“A normalidade seria os reservatórios com 60% de capacidade, o que vai levar tempo para alcançarmos. Por isso é fundamental continuar economizando água: nada de banhos demorados, de lavar a calçada, de lavar o carro, entre outras atividades que demandam muita água”, aponta Basso.

Além da economia de 20% de água por parte da população, a Sanepar segue com ações para minimizar o efeito da estiagem, como captação de água em pedreiras e cavas, transposição de rios, entre outras. A situação nesta quinta-feira nos quatro reservatórios de Curitiba e região é a seguinte: Piraquara 1 com 27,47% da capacidade, Piraquara 2 com 44,73%, Passaúna com 36,54% e, com o pior quadro, Iraí com apenas 18,9%.