Curitiba deu, às 10h desta quarta-feira (20), o primeiro passo para o momento mais esperado dos últimos meses: o início da vacinação contra o coronavírus. Em uma cerimônia simbólica, no chamado Pavilhão da Cura, no Parque Barigui, 225 aplicadores da rede municipal de saúde recebem a primeira dose da vacina Coronavac, produzida pelo laboratório Sinovac. Curitiba tem, segundo boletim mais recente, 2,499 mortes causadas por coronavírus. A primeira pessoa vacinada foi a enfermeira Silvana Maria, que trabalha na UPA do Boa Vista.

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“É a vacina do Butantan, a vacina do Brasil. A vitória da ciência”, disse Greca na cerimônia de início da campanha. O prefeito disse ainda que quer tornar Curitiba a primeira cidade totalmente imunizada do Brasil. “A pandemia não acabou. a vacinação começou, mas os cuidados continuam”, ressaltou o prefeito.

A primeira pessoa a ser vacinada em Curitiba foi a enfermeira Silvana Maria Bora, que trabalha na UPA do Boa Vista e quem aplicou a vacina foi a própria secretária de Saúde Márcia Huçulak, que ressaltou a não necessidade de luvas para aplicação das doses. “Não precisa usar luva. Fazemos assepsia das mãos com álcool gel”, explicou a secretária após grandes questionamentos nas redes sociais.

Quem vai ser vacinado?

Márcia Huçulak reforçou que, nesta quarta-feira, a vacinação não é aberta para todos. Depois dos aplicadores, serão vacinados idosos e cuidadores, indígenas e grupos prioritários, de acordo com os planos municipal e nacional de imunização. Do total das doses encaminhadas ao Paraná, Curitiba ficou com 24.440.

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O pavilhão não está completamente finalizado e nesta quarta-feira apenas uma parte do local foi reservada para aplicação das 225 primeiras doses. A previsão é que até terça-feira (26), o pavilhão esteja completamente concluído e com capacidade de vacinar 450 pessoas por hora, quando serão vacinados profissionais de saúde que atuam diretamente com os casos confirmados de coronavírus. Todos serão avisados pelo aplicativo Saúde Já, disponível para sistemas Android e iOS.

Foto: Gerson Klaina/Tribuna do Paraná.

Na segunda-feira (18) as doses foram liberadas pelo Ministério da Saúde e chegaram ainda pela noite a Curitiba. Instantes após chegarem, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) vacinou oito profissionais de saúde do Hospital do Trabalhador.

A vacina chega como uma grande esperança para acabar com os casos e mortes registrados em Curitiba desde o início da pandemia. Segundo boletim mais recente, desta terça-feira (19), a capital registrou, desde março, início da pandemia, 2.499 mortes e 122.998 casos confirmados da doença.

Fases da vacinação contra covid-19 em Curitiba

Quem faz parte da primeira fase?
Profissionais de saúde que trabalham ou moram em Curitiba, idosos que moram em instituições de longa permanência (asilos) e indígenas da aldeia Kakané-Porã, agentes funerários, equipes da FAS e Guarda Municipal e estudantes de cursos de saúde que fazem estágios na área. Mesmo dentro das fases, existem os grupos prioritários.

Quem faz parte da segunda fase?
Idosos acamados, pessoas acima 80 anos, pessoas entre 79 e 75 anos, de 74 a 70, de 69 a 65 e de 64 a 60, funcionários e população privada de liberdade.

Quem faz parte da terceira fase?
Cardiopatas graves, diabéticos, hipertensos, obesos, doentes neurológicos, pessoas com deficiências permanentes severas, pessoas com neoplasias, imunossuprimidos e transplantados e população de rua.

Quem faz parte da quarta fase?
Trabalhadores essenciais, como os de limpeza pública, segurança pública, motoristas e cobradores, professores, taxistas e motoristas de aplicativos.

Quem faz parte da 5ª fase ?
Grupos não prioritários, como a população com menos de 60 anos, seguindo a ordem de idade, dos mais velhos para os mais jovens.