Um dos grandes símbolos arquitetônicos e afetivos de Antonina, no litoral do Paraná, o Armazém Macedo foi restaurado e reaberto ao público na última sexta-feira (18) com um novo espaço cultural. O investimento de R$ 7,2 milhões para o projeto e sua execução veio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

 Construído na segunda metade do século 19, o edifício servia para o escoamento da produção de erva-mate. Agora, o armazém, que fica entre a antiga Rua da Praia (atual Rua Marquês do Herval) e a Baía de Antonina vai abrigar exposições, performances e eventos culturais, além de funcionar como mirante.

Para abrigar o novo espaço cultural, foi projetado um cubo de vidro sobre os arcos do armazém. A transparência do vidro possibilita uma visão panorâmica da paisagem e propõe um diálogo entre o novo e o antigo, entre a ruína e seus possíveis usos futuros. A concepção arquitetônica é do Iphan-PR e a execução do projeto executivo é assinada pelo escritório curitibano ArquiBrasil Arquitetura e Restauração.

Segundo a arquiteta Rosina Parchen, superintendente da regional paranaense do Iphan, o paranaense é o principal vencedor dessa reforma. “Pela salvaguarda do patrimônio, em primeiro lugar; pela restauração e a inserção do contemporâneo no bom convívio com o antigo e a fruição. Ele volta à comunidade, valorizado, digno e permanente”, disse a arquiteta.

Na parte superior da estrutura, foi proposta a criação de uma praça suspensa, que se constitui como uma área de lazer, além de um mirante para a paisagem da Baía de Antonina e para a Serra do Mar. O projeto revela preocupação com a acessibilidade e também promove a integração dos espaços por meio de escadas e elevadores. A comunicação entre as construções é feita por passarelas e decks.

Foto: Rosina Parchen/Gazeta do Povo.
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