O risco de contágio pela pandemia do novo coronavírus mudou radicalmente o dia a dia das pessoas. Com a pandemia, taxistas estão enfrentando dificuldades de fazer uma corrida pela cidade e, segundo a União dos Taxistas de Curitiba (UTC), o movimento caiu 70% em relação ao mês de fevereiro. Com o dinheiro curto, a solidariedade cresceu dentro da categoria e 32 famílias já receberam cestas básicas dos colegas. O problema atinge também motoristas de aplicativos, tanto que muitos estão tendo que devolver os carros alugados para o serviço.

A iniciativa de ajudar partiu dos jovens taxistas. Preocupados com os colegas idosos que fazem parte do grupo de risco da doença e que estão ficando em casa, campanhas foram realizadas nas redes sociais para arrecadar alimentos para quem mais necessita. Rogério Felix, 39 anos, é taxista há 22 anos e percebeu que o momento era de extrema urgência e que era preciso colaborar.

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“No começo da pandemia e com o fechamento do comércio, verificamos que muitos motoristas não estavam trabalhando. Quando o serviço caiu, fizemos um levantamento nos nossos grupos de mensagens e percebemos que os idosos estavam em dificuldade, pois grande parte são autônomos sem aposentadoria”, relatou o taxista que tinha antes doze corridas por dia, mas atualmente chega fazer no máximo quatro.

Rogério Felix percebeu que o momento era de extrema urgência e que era preciso colaborar. Foto: Arquivo Pessoal.

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A publicação que deu início a campanha ocorreu no dia 2 de abril. Com a ideia de organizar um cadastro para localizar os doadores e também as famílias que estariam em dificuldade, Rogério logo percebeu que muitos colegas estavam dispostos a auxiliar. “ Muitos foram ajudando de várias formas e chegamos a 32 cestas. Foi um número positivo e não vamos parar por aqui. Começamos outras campanhas e queremos atender ainda muito mais”, ressaltou o organizador da campanha.

Pior momento da história

Com a queda no movimento ou até mesmo a orientação dos idosos de ficarem em casa, taxistas apontam que o atual momento é o pior da história. Ibiraci Andretta, 66 anos, está há 45 anos na praça. Vivenciou crises econômicas, mudanças na regulamentação da profissão, aumento da violência e até a chegada dos motoristas de aplicativos que fez diminuir os clientes dos carros laranjas. “Sem dúvida é o pior momento na história dos taxistas. Lembro que na década de 80, toda segunda-feira alterava a bandeira e foi um caos. Ficava o dia parado e fazia poucas corridas. Hoje, além de não sair de casa para não ficar doente, não tem passageiro com tudo fechado na cidade. Temos que agradecer que temos uma mão amiga para ajudar. A cesta básica que recebi é importante demais. Sou aposentado, mas o dinheiro é bem pouco”, disse Ibiraci Andretta, casado e com uma filha especial de 39 anos.

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Os impactos econômicos causados pela pandemia do coronavírus fez o Senado Federal aprovar um projeto de lei chamado de coronavoucher que beneficia dezenas de categorias, entre elas taxistas e motoristas de aplicativos que irão receber um auxílio de R$ 600 durante os próximos três meses. Jefferson Fortunato, de 33 anos, acredita que o valor não irá solucionar o problema, mas irá ajudar dentro de casa. “ Fiz o cadastro e estou no aguardo. Moro com meu filho de seis anos e com o dinheiro vou pagar a água, luz e fazer uma compra. Não vai acabar com o problema, mas vou colocar comida no prato para nós dois”, explicou Jefferson.

Como ajudar?

Para colaborar com os taxistas, entre em contato no telefone (41) 99264-8332. Se preferir as redes sociais como Twitter e Facebook, o caminho é procurar Rogério Felix. A campanha está ativa e promete ajudar os motoristas no fim de abril.

Como prevenir a contaminação por coronavírus

  • Lavar as mãos com frequência/ ou utilizar álcool 70%, principalmente antes de consumir algum alimento;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter ambientes bem ventilados, evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações;
  • Pessoas com sintomas de infecção respiratória aguda devem praticar etiqueta respiratória (cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar, preferencialmente com lenços descartáveis, e depois lavar as mãos).

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