Curitiba não terá mais vacinação em postos de drive-thru até o fim da imunização da Covid-19. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com os grupos de idosos, deficientes e pessoas com comorbidades já vacinadas e a abertura para o público cada vez mais jovem se imunizar, não há por que a prefeitura oferecer atendimento sem que a pessoa tenha que sair do carro para receber a dose.

“Não vamos mais fazer drive-thru, que demanda muito gente da nossa equipe e estamos vacinando agora população jovem, lépida e faceira”, enfatizou a secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak, em entrevista à Rádio CBN Curitiba na manhã desta terça-feira (6). Nesta terça e quarta-feira a vacinação será de pessoas com 42 e 41 anos, respectivamente.

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Segundo Márcia, o planejamento da SMS é abrir mais postos conforme cheguem lotes maiores de vacina, mas sempre dentro da própria rede do município, que conta com 110 unidades de saúde. Exatamente a exemplo do que foi feito sábado (3), quando foram abertos mais 11 postos de vacinação, totalizando 28, para reforçar a aplicação recorde de vacinas em um único dia. No total, só sábado foram imunizadas 31.323 pessoas com a primeira dose, dentro no grupo entre 44 e 43 anos só no sábado. Se a vacinação tivesse sido nesse ritmo desde o início, toda a população adulta de Curitiba já estaria vacinada com a primeira dose no início de março.

A escolha por só abrir novos postos de vacinação na própria estrutura da prefeitura, descartando drive-thru e locais como a Pedreira Paulo Leminski, é também para dar mais agilidade à aplicação e mais conforto às equipes da Saúde, aponta a secretária.

“Dentro das nossas unidades temos muito mais agilidade. E também precisamos garantir conforto às nossas equipes. Não dá para os aplicadores ficarem o dia inteiro de baixo do sol e agora no frio expostos a esse vento gelado de Curitiba. Dentro das nossas unidades também temos geladeiras das vacinas, com controle específico para este tipo de armazenamento”, reforça a secretária.

“Então vamos ampliar os postos de vacinação sempre dentro das nossas próprias unidades, conforme tenhamos mais vacinas para isso, porque não adianta abrir mais unidades e não ter quantidade de vacina como a gente teve sábado”, conclui a secretária de Saúde de Curitiba.