Verão chegando, calor e praia. Turma animada, cerveja gelada, som e disposição para dar e vender. Com a chegada das vacinas contra a covid-19 e a queda na taxa de contaminação, as pessoas estão saindo de casa e querem aproveitar a vida. Então, bora embarcar num barco produzido por uma empresa de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba? Trata-se da Triton Yachts, um time genuinamente paranaense que coloca a mão na massa para caprichar dos desejos mais excêntricos de um público que aumentou em 20% na pandemia no Brasil.

A Triton Yachts foi fundada em 1984 pelo engenheiro José Maria Cechelero Junior, que contou com auxílio de dois fiéis amigos, o Estefano Kaznierzak e o filho Mário Kaznierzak. Os três seguem ativos na empresa que começou com produção de bugyys feitos de fibra de vidro em uma pequena garagem em Curitiba. Além disso, produzia-se capotas de caminhonetes, caiaques, quiosques e guaritas. “A gente fazia buggy e caiaque para a Hermes Macedo. Quando eles fecharam, ficamos a “ver navios”. No acerto, o José pegou uns barcos de fibra e surgiu a ideia de produzir. Acreditamos no setor e fomos crescendo”, relembra Mário, atualmente na função de gerente operacional.

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Inspiradas em modelos internacionais de lanchas, iniciou a fabricação de uma linha de embarcações de lazer semelhantes a famosos barcos americanos de pesca da época. Em 1994 a fábrica foi transferida para uma área de 31,5 mil m² e cerca de 7,2 mil m² de área construída em São José dos Pinhais. O estaleiro se chama Way Brasil, com 100 funcionários que constroem modelos de 23 a 52 pés que podem chegar a custar mais de R$ 5 milhões.

Fotos: Gerson Klaina / Tribuna do Paraná.

Trabalho artesanal e test-drive

Ao caminhar pelo estaleiro, percebe-se que apesar de ser um produto caro, o trabalho artesanal aparece em todos os processos. Um barco é feito basicamente de plástico com reforço de fibra de vidro. Por um molde, confecciona o tamanho e utiliza uma resina derivada do petróleo com uma espécie de fibra de areia que derrete e transforma em fios de vidro. Nessa confecção do casco, usa a fibra de vidro com tecidos trançados que proporciona a resistência para velejar em rios, mares e lagos.

Allan Cechelero, 44 anos, filho do José Maria, fundador da Triton Yachts, é um dos diretores da empresa. Segundo ele, essa questão artesanal é um dos pontos fortes do setor náutico, pois permite personalizar o pedido de cada cliente. “É um processo artesanal, mas feito com cuidado e personalizado para o cliente. Não se tem barco igual, pois a pessoa adquire da forma que deseja. A Triton é reconhecida nacionalmente e pessoas do Brasil inteiro procuram a gente e conseguimos atender todas as localidades”, disse Allan.

Os clientes estão em vários estados do Brasil e mesmo fora do país. Para fazer a entrega de um barco não é simples, pois é preciso de uma logística perfeita e contar com parceiros que possam entregar o produto em perfeitas condições. Em uma entrega próxima de Curitiba e com estradas em condições, o barco é transportado por um caminhão. Na apresentação do casco, o novo proprietário observa o estado geral da embarcação, como os acabamentos, localização de acessórios e equipamentos como tanques, registros, fusíveis, disjuntores, instrumentos de painel, baterias e chave geral. Para completar, o responsável pela entrega técnica navega com o proprietário uma primeira vez para mostrar como o barco se comporta na água, mostra o desempenho do motor.

Crescimento de vendas e valores

De acordo com a Associação Brasileira de Barcos e Seus Implementos (ACOBAR), o crescimento em 2020 foi de 20% em vendas e atualmente mais de 900 mil embarcações navegam no Brasil. A explicação é de fácil entendimento, pois a pandemia gerou essa comoção de compra por algo que estava nos sonhos, seja um barco ou motorhome.

Para quem deseja comprar um barco na Triton Yachts vai precisar de um pouco de paciência. Por conta de pedidos e itens que são produzidos fora do Brasil, a entrega de um novo só será disponível a partir de abril ou maio de 2022. “As pessoas começaram a valorizar a vida e repercutiu no mercado náutico. As famílias estavam fechadas em casa e perceberam que dentro de um barco vai ter segurança, privacidade e curtição. Em conta dos pedidos e do processo produtivo tem fila e dependendo do tamanho do barco só vai receber a partir de abril e maio de 2022. Existe uma questão determinante que são os motores da embarcação que são importados” explicou Allan.

Quanto aos preços de uma embarcação, a variação é grande. Pense que a forma é a mesma quando se compra um carro em uma concessionaria, pois depende do modelo, tamanho e acessórios. O mais caro, top e que deixa qualquer um sonhando, é o Triton 52 Fly, que sai em torno de R$ 4,8 milhões. São 2 motores Volvo, volantes italianos, televisores, churrasqueira, geladeira, micro-ondas, GPS, buzina, ar condicionado, som, piso laminado e quartos com suítes e tantos outros acessórios. “O barco é um apartamento, pois o cliente escolhe tudo que vai de acessórios a motorização. Ajudamos a definir o perfil, pois é preciso saber se vai usar em água salgada ou doce, se a pessoa vai dormir ou só quer para fazer festa. É preciso pensar se o cliente vai entrar pela frente ou por trás da embarcação”, relatou Mário.

Outra opção, essa mais em conta é Triton 230 Open, que está saindo por R$ 260 mil. É uma lancha com capacidade para 8 pessoas, 7 metros e ideal para passeios mais curtos ou mesmo para curtir o dia. A compra de um barco geralmente acaba unindo famílias e amigos que ficam reunidos curtindo a natureza e descobrindo novos lugares. “ Um cliente falou que os melhores momentos da família foram dentro de uma embarcação Triton. Ele conseguiu unir a família novamente após adquirir um barco, e isso faz com que a gente trabalhe com empenho e dedicação”, completou Allan.

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