Comerciantes de Curitiba pretendem, realizar nesta terça-feira (1º), uma carreata em protesto contra as medidas adotadas pela prefeitura de Curitiba. Na última sexta-feira, o órgão aumentou da rigidez no funcionamento de setores e serviços com o crescente aumento de casos da covid-19 no município. A bandeira vermelha entrou em vigor no sábado (29) e vai se entender até o dia 9 de junho. A organização da manifestação é da Associação Comercial do Paraná (ACP). A bandeira vermelha foi definida pela prefeitura pra frear mortes causadas pela pandemia de covid-19 na cidade.

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De acordo com Camilo Turmina, presidente da ACP, os comerciantes estão cansados e agoniados com a falta de diálogo e imposições por parte da prefeitura de Curitiba. “Nós já demos várias sugestões para evitar que o comercio venha a fechar as portas como já está acontecendo. Além disso, o próprio freguês não sabe o que está aberto, quando pode comprar e o que pode gastar. O consumidor não está feliz em ouvir toda hora lockdown”, disse Turmina. Neste final de semana um empresário de Curitiba afirmou publicamente que iria descumprir o decreto e ainda intimou o prefeito Rafael Greca.

O trajeto da carreta ainda não foi definido pela organização. Uma conversa com a Polícia Militar (PM) vai acontecer no período da tarde para definir os procedimentos para que não prejudique os motoristas. “A ACP tem recebido manifestações de associados que se dizem dispostos a desafiar a imposição da prefeitura e manter as portas abertas, o que deixa claro o descontentamento com mais este fechamento. Os pequenos são os que mais sofrem e vidas estão indo para a falência”, reforçou o presidente da associação.

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Na última quinta-feira a prefeitura de Curitiba teve uma reunião de várias horas com representes de setores da sociedade civil, onde foram apresentadas as definições da bandeira vermelha em Curitiba. Entenda o que abre e o que fecha durante esta restrição mais severa.

E se a moda pega?

Questionado sobre o que fez o empresário Beto Madalosso ao desafiar o decreto municipal com postagem nas redes socais relatando que vai abrir o restaurante, Turmina, achou a medida correta. “Foi uma manifestação bem-feita, igual o Athletico fez. Se a gente quisesse desobedecer o decreto, as multas seriam discutidas, mas não adianta fazer guerra contra o estado ou prefeitura”, completou Turmina.