O risco da pandemia de coronavírus alterou a rotina paranaense. Na quinta-feira (19), o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) decretou estado de emergência. Nos últimos dias, uma série de outras medidas haviam sido adotadas. Confira o que temos até aqui no combate ao Covid-19 no Paraná – inclusive com sanções previstas pelo governo estadual:

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Estado de emergência

O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) decretou estado de emergência para o Paraná. Esse é um instrumento que facilita ações mais urgentes, como a compra de medicamentos sem necessidade de licitação ou outra burocracia.

Número de casos e transmissão comunitária

Os casos de Covid-19 chegaram a 36 na sexta-feira (20). Há poucas informações, no entanto, sobre transmissões comunitárias – transmissões em solo paranaense.

Centros comerciais e academias estão fechados

Também por decreto, o governador determinou o fechamento de lojas em complexos de compras (como shoppings e galerias). Laboratórios, bancos, farmácias e restaurantes (somente para entrega) que funcionam dentro destes locais podem abrir. Academias e centros de ginástica também precisam baixar as portas.

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Lojas de rua podem abrir

Pelo decreto do estado, as lojas de rua podem abrir, caso queiram. Há municípios, no entanto, que decretaram o fechamento total do comércio, como Maringá. Além disso, por conta da baixa demanda, a Associação Comercial do Paraná sugeriu às lojas o fechamento de estabelecimentos não essenciais.

Bares e restaurantes podem abrir, mas há recomendação

Os decretos estaduais não proíbem bares e restaurantes de abrir, mas o governo pede que distanciem as mesas e redobrem os cuidados com a higiene. Novamente, há municípios que, por conta própria, barraram o funcionamento destes estabelecimentos.

Escolas fechadas

As escolas estaduais suspenderam as aulas nesta semana. A medida foi acompanhada pelas escolas particulares. Também estão fechadas universidades do estado e escolas dos municípios. Cada estabelecimento tem um cronograma para a retomada das atividades, mas isso não deverá acontecer pelo menos até o fim de março.

Órgãos de serviço público, só os essenciais

Somente órgãos como a Polícia Civil estão em funcionamento – atendendo presencialmente apenas casos urgentes. Detrans, cartórios, órgãos de justiça e afins funcionam com atendimento digital. Copel atende com horários agendados. Por outro lado, o Ceasa segue aberto.

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Sem ônibus interestaduais

Os ônibus de passageiros vindos de qualquer estado estão proibidos de entrar no Paraná. Vans e carros de passeio, no entanto, podem passar.

Voos estão mantidos

É possível chegar e sair do estado por via aérea, já que uma proibição dependeria de decreto do governo federal – o que não ocorreu. Há um grande número de cancelamentos, no entanto. A dica é entrar em contato com as companhias aéreas antes de se deslocar ao aeroporto.

Transporte público ainda em funcionamento

O prefeito de Curitiba Rafael Greca (DEM) cancelou redução da frota, na sexta-feira (20). Com isso, a capital, onde está o maior contingente de usuários do transporte coletivo seguirá em normalidade. Na região metropolitana, há redução de frota após as 22 horas.

Aglomerações proibidas

Eventos públicos com mais de 50 pessoas estão proibidos. Há recomendação para que pessoas e empresas façam o mesmo com seus eventos privados.

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Infraestrutura hospitalar aumentou

O estado ganhou um pouco mais de 200 novos leitos de UTI para atender uma possível demanda causada pelo coronavírus. Há 10 hospitais considerados estratégicos. Em Curitiba, o Complexo Hospitalar do Trabalhador. Nas outras regiões, o Hospital Universitário do Oeste do Paraná, em Cascavel; o Hospital Regional do Sudoeste, em Francisco Beltrão; o Hospital Universitário da Região Norte do Paraná, em Londrina; o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá; o Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, em Ponta Grossa; o Hospital Municipal de Foz do Iguaçu Padre Germano Lauck; e o Hospital Regional de Maringá; o Uopeccan, em Umuarama; e o Instituto Lucena Sanchez, em Ivaiporã.

Sem desabastecimento nos supermercados

Não há registro de desabastecimento de produtos essenciais em supermercados. Também não há necessidade de desespero da população, alertam supermercadistas e federações de comércio. O indicado é não fazer estoques de produtos em casa.

Possibilidade de prisão para descumprimento de medidas

Na sexta-feira (20), foram estabelecidas penalidades para quem não colaborar com as autoridades sanitárias do Paraná na comunicação de possíveis contatos com pessoas com o vírus ou circulando em áreas consideradas como de contaminação pelo novo coronavírus. Infração de determinação do poder público rende pena de um mês a um ano e multa; desobediência da ordem legal de funcionário público, pena de 15 dias a 6 meses e multa. Esta última pena é aumentada em um terço se o infrator for funcionário da saúde pública. Se o crime for considerado mais grave, a sanção pode ser aumentada.