A Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) abriu uma sindicância para apurar a autoria e a materialidade do e-mail enviado ao vereador Renato Freitas (PT) com ataques racistas. Enviado no dia 09 de maio, às 13h17, o e-mail tem como remetente Sidnei Toaldo (Patriota). Sidnei foi relator do Processo Ético Disciplinar em que Renato Freitas responde após ter invadido a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos durante um protesto no dia 05 de fevereiro.

A sindicância terá prazo de 30 dias úteis para concluir a investigação interna sobre o uso indevido do e-mail institucional. “Os fatos noticiados são graves e podem significar cometimento de infração ético-disciplinar ou de procedimento incompatível com decoro parlamentar por parte de vereadores em exercício. Por isso, achamos melhor abrir esta investigação interna, que não compromete de maneira alguma a apuração criminal ou cível”, justificou Amália Tortato (Novo), que dirige a corregedoria.

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Sidnei Toaldo nega a autoria do e-mail e registrou um Boletim de Ocorrência no Núclero de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) da Polícia Civil.

Na sessão plenária de terça-feira (10), dirigindo-se a todos os vereadores e à sociedade, o presidente da CMC, Tico Kuzma (Pros), classificou como “inaceitável” e “criminoso” o uso indevido do e-mail institucional do Legislativo para ataques racistas aos vereadores da capital do Paraná. “Deixo a minha solidariedade ao vereador Renato, ao vereador Herivelto e à vereadora Carol Dartora pelo conteúdo do e-mail. Esta Casa fará de tudo para apurar os fatos e já estamos tomando providências”, garantiu Kuzma.

O presidente da Câmara informou que também recebeu manifestação do vereador Renato Freitas denunciando o recebimento do e-mail e outra, de Sidnei Toaldo, negando com veemência a autoria da mensagem e prometendo lavrar Boletim de Ocorrência do ocorrido. “A CMC disponibilizará todas as informações necessárias às autoridades para a apuração do ocorrido, com o fim de proteger a segurança de dados de todos os usuários desta Casa”, asseverou Tico Kuzma.

Em tom persecutório, a mensagem eletrônica se referia ao Processo Ético Disciplinar 1/2022, que seria objeto de deliberação no dia seguinte pelo Conselho de Ética, resultando na submissão ao plenário da cassação do mandato de Freitas por manifestação política no interior de templo religioso. Com ofensas racistas, do tipo “volta para a senzala” e “vamos branquear Curitiba”, somadas a outras, de cunho político-partidário, o e-mail também fazia ameaças a Carol Dartora (PT) e Herivelto Oliveira (Cidadania).

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