A rede que monitora amostras do coronavírus presente no esgoto de Curitiba, coordenada na capital pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), emitiu dois alertas referentes às últimas cinco semanas epidemiológicas da Covid-19. A carga atual do SARS-CoV-2, o vírus responsável pela infecção, é 13 vezes maior do que a registrada em abril, aponta a nota mais recente emitida pela rede.

No início do mês passado a rede identificou 34 bilhões de cópias genômicas do coronavírus por dia por 10 mil habitantes nas cinco Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) que atendem a cidade de Curitiba. Nas semanas seguintes, após os feriados prolongados de Páscoa e Tiradentes, essa quantidade de amostras saltou para 213 bilhões. Na segunda semana de maio, esse índice atingiu um pico de 449 bilhões, e passou para 342 bilhões no último dia 17.

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No final de dezembro de 2021, a mesma rede emitiu um alerta sobre o aumento no número de amostras do coronavírus nos esgotos de Curitiba. Em 28 de dezembro foram encontradas 167,7 bilhões de cópias genômicas por dia, por 10 mil habitantes. Cinco dias depois, a quantidade de novos casos de Covid-19 identificados na capital iniciou uma trajetória de crescimento muito acelerado, atingindo o pico no início de fevereiro, quando Curitiba chegou a ter 16,7 mil casos ativos da doença.

Em entrevista à Gazeta do Povo, a secretária municipal de Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella, confirmou que o monitoramento da pasta identificou a presença de uma nova sublinhagem do coronavírus. “O que nós temos de informação é que houve uma mudança importante em relação ao que vinha acontecendo. Agora há a presença de uma nova sublinhagem por aqui. A ômicron que nos atacou no começo de janeiro, de uma forma bastante intensa, é conhecida pela sigla BA.1. Do final de abril para agora, conseguimos identificar uma sublinhagem BA.2, e é por isso que estamos vivendo esse momento novamente, do aumento no número de casos”, explicou.

Como forma de reverter a tendência de aceleração da pandemia, a secretaria voltou a recomendar o uso de máscaras em locais fechados ou com aglomeração de pessoas. A medida, porém, pode se reverter em obrigatoriedade caso os números da transmissão do coronavírus não recuem.

“O que está acontecendo hoje com a Covid-19 ainda é reversível sem que haja uma ação de grande porte. Estamos acompanhando a nossa capacidade de atendimento aos pacientes, e apesar de não termos nenhum dia de folga na gestão de leitos, a situação ainda está sob controle. Mas é um momento de alerta, de precaução, para que a comunidade preste atenção e volte a se cuidar, com cada um fazendo a sua parte. Se esse tipo de abordagem não for suficiente para reverter a curva, o próximo passo é sim voltarmos com a obrigatoriedade do uso da máscara”, alertou a secretária, que pediu paciência e colaboração dos curitibanos nesse novo momento da pandemia.

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